Protestos do “15 de Março” abalam a Globo no monopólio das ruas

Protestos do “15 de Março” abalam a Globo no monopólio das ruas

Faz pouco tempo, muito pouco mesmo, que para o brasileiro ir às ruas era necessário uma convocatória frenética da Globo e dos seus tentáculos da “velha mídia golpista”. As “Globofestações” eram infladas com chamadas ao vivo e apelos que ultrapassavam o ridículo.

Os autênticos gritos das ruas, no entanto, começaram a ganhar força com a irreverência do brasileiro durante o carnaval. Agora, o repúdio ao golpe é visivelmente uma “conversa séria”. Quem está presa ao carnaval é a turma que assaltou o poder e que, deslocada da realidade, mantém a fantasia de democrática ao fingir que as “instituições” ainda transmitem alguma credibilidade aos cidadãos.

Profissionais de todas as áreas, trabalhadores ou desempregados, refutam a reforma da previdência. Este movimento é amplo e mobiliza a Nação sem slogan piegas de “manifestções pacíficas e que reunem toda a família nas ruas”. Já disse uma vez e repito: a Globo da ala progressista é a barriga do povo. Quando começa a roncar de fome é impossível manter a ilusão de que está tudo bem.

Os gritos das ruas são apenas o início. O povo não reconhece este “governo” e as “instituições”. Na medida em que a “justiça” precisa ser revelada uma farsa para sustentar “isso tudo que está aí”, os cidadãos tendem a resgatar o código de Hamurabi, “olho por olho, dente por dente”. Irônicamente, este espírito de ódio e justiça com as próprias mãos foi alimentado pela própria Globo.

Nesta ficção, vendida pela Globo como “ponte para o futuro”, Temer é o Dr. Malcolm Crowe (personagem de Tom Hanks no filme “O sexto sentido”), pois é um fantasma e não sabe. A Globo é o garoto Cole Sear (personagem de Haley J. Osment) que conversa com ele. E é exatamente porque a Globo ainda não avisou que Temer está morto (politicamente) que este governo do golpe se sustenta.

Personagens bizarros, Gilmar Mendes é um deles, pensam estar isentos da mira do povo, pois, assim como Temer, ainda acreditam que a Globo é capaz de impedir que o cidadão vá às ruas ou invadam as “instituições” contra esta vergonha que temos que chamar de governo.

E por falar em Gilmar, se ele brincar de segurar Temer, vai cair junto. Quebra de decoro é o esporte preferido desta figura nefasta e uma hora dessas o povo tira a banda podre do Senado. Será irônico assistir Dilma Rousseff senadora presidindo o impeachment de Gilmar Mendes.

Sabemos que a história dos golpes no Brasil é confundida com a história da própria Globo. Sabemos que não haverá democracia no país enquando existir esta empresa que odeia o Brasil e os brasileiros. E que por isso mente, distorce as notícias, persegue líderes trabalhistas, além de produzir mitos de papel – Sérgio Moro é o exemplo mais recente disso, pergunte ao historiador Leandro Karnal se estou mentindo.

Revoltado, o povo, lentamente, sai da hipnose e percebe que estava a ser estuprado enquanto inconsciente. Políticos e empresários começam a abandonar a “canoa furada” do golpe. Desta vez a Globo não terá novos 50 anos para pedir desculpas por ter apoiado mais uma violação contra a Constituição.

A Globo perdeu o monopólio das ruas. O povo é a eletricidade e a Globo é a manivela. E este mesmo povo perdeu a paciência e já decidiu que vai mudar “isso tudo que está aí”. Todo império acaba um dia. Globo, a sua hora vai chegada.

Por Wellington Calasans, Colunista do Cafezinho, na Suécia

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