Gilmar Mendes manda arquivar 2º pedido de inquérito contra Aécio Neves

Gilmar Mendes manda arquivar 2º pedido de inquérito contra Aécio Neves

Pela segunda vez em duas semanas, Gilmar Mendes manda de volta ao procurador-geral da República pedido de abertura de inquérito contra Aécio Neves, presidente do PSDB. Ministro do STF pediu ainda a Rodrigo Janot para reavaliar se é o caso de investigar o senador tucano

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o segundo pedido de abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Gilmar questiona Janot se ele considera mesmo necessário levar adiante as apurações. São alvos do mesmo pedido de abertura de inquérito o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP).

Esta é a segunda vez que Gilmar questiona a PGR sobre a abertura de um inquérito envolvendo o senador tucano. No primeiro pedido devolvido a Janot, um dia depois de ter autorizado o início das investigações, o ministro mandou paralisar as ações e solicitou um parecer do procurador-geral sobre a necessidade das apurações.

A PGR ainda não enviou resposta. O pedido foi feito por causa das citações do ex-senador cassado Delcídio do Amaral (MS) que associam o presidente do PSDB ao esquema de corrupção de Furnas.

No segundo pedido contra Aécio, a Procuradoria-Geral da República pede autorização para investigar se Aécio participou de uma manobra para camuflar dados do Banco Rural com o objetivo de esconder operações financeiras do chamado mensalão mineiro ou tucano.

Na defesa prévia apresentada, Aécio argumenta que não há elementos mínimos para justificar a instauração de um inquérito.

Também nesse caso a fonte de informação é Delcídio. O tucano nega envolvimento em irregularidades e diz que o envolvimento de seu nome interessa ao PT.

Aécio Neves é citado por diversos delatores da Lava Jato. O senador tucano ainda integra a lista da Odebrecht e apareceu nos áudios divulgados esta semana de Romero Jucá e Renan Calheiros.

Redação Pragmatismo

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