A brava gente brasileira não é carne de coxinha

A brava gente brasileira não é carne de coxinha

Um dia como o de hoje não merece terminar com as trapalhadas do governo ilegítimo como o que temos.

Nem com as podridões que misturam  polícia, ministro e interesses escusos.

Merece terminar com essa imensa multidão que foi a Monteiro, na Paraíba, saudar as águas do São Francisco e o intérprete de suas esperanças, Lula.

Não é massa que se amolda, é carne seca, dura, curtida.

Que teima em ficar inteira mesmo quando a enfiam na máquina de moer cabeças que é nossa mídia.

É por isso que ela merece ficar como a imagem final do dia em que o Brasil começou a recuperar tudo o que o fizeram andar para trás.

Do  dia em que começou a tomar a sério todo o ridículo que nos fizeram passar deste aquele outro infame domingo em que a canalha foi chamar o pai, a mãe, os netinhos para dizer sim à infâmia do impeachment.

O Brasil de pele crestada pelo sol está aí.

A mídia pode escondê-lo, menosprezá-lo, não dar a ela uma foto, uma imagem nos jornais, ou dar-lhe dez ou cem vezes menos espaço do que dá ao Brasil da massa cheirosa.

Porque ele teima e brota e é só ter uma chance que ele vai se mover como um só homem e  uma só mulher e vai chamar os outros que estão mudos e assustados por outras partes, por outros Nordestes que temos por toda parte onde há exclusão, injustiça, servidão e sede.

Sede de justiça que não é a justiça dos ternos de Miami.

Sede de justiça que não é a de prender, mas a de libertar.

Sede de justiça da qual só teve um gole e um gole que querem lhe secar.

Todos os poderes, o do governo, o da toga, o do dinheiro, o da estupidez ainda são fracos porque, como como o profeta do Sertão, Gláuber Rocha, um dia gritou por seu personagem: mais fortes são os poderes do povo!

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