GLOBO PRECISA TIRAR RECORD, SBT E REDETV DO AR

GLOBO PRECISA TIRAR RECORD, SBT E REDETV DO AR

Na repeitada seção de Mauricio Stycer sobre televisão, na Fel-lha:

“Em causa própria”

Na disputa entre canais abertos e operadoras (Net, Claro, Sky, Oi e Vivo, representadas pela ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) de TV por assinatura quem perde mais é o espectador

(…) Registrando perda de assinantes desde 2015, o setor de TV por assinatura adota desde sempre uma atitude imperial, incapaz de reconhecer os problemas e deficiências do serviço que oferece –em especial, os pacotes caros e com canais que não interessam ao cliente.

Entrou para o anedotário, mas é sintomática desta atitude, uma frase sobre a Netflix dita pelo presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, em agosto de 2014, quando o setor ainda crescia: “Não somos concorrentes. Mas, daqui a pouco, se começarem a nos incomodar, podemos comprar esses caras no Brasil”.

O número total de assinantes, hoje na casa dos 18,7 milhões, é muito baixo em relação ao total de residências do país –cerca de 68 milhões. O México, com quase metade da população, fechou 2016 com 21 milhões de assinantes de TV paga.

Curiosamente, segundo a empresa Digital Pay TV Research, o faturamento do setor no Brasil é quase o dobro do registrado no México.

Em anúncio publicado na Folha na última quinta (30), a ABTA diz que busca um acordo com as três emissoras de TV “de forma a não onerar os seus assinantes”. A preocupação faz sentido em um momento de crise econômica e perda de clientes.

Por outro lado, a Simba defende que, graças aos seus lucros, as operadoras têm, sim, condições de absorver os custos da remuneração desejada por Record, SBT e RedeTV!. Em suas mensagens, o trio tem lançado ao ar, também, a carta do nacionalismo, sugerindo se tratar de uma disputa de empresas brasileiras (os canais) contra estrangeiras (as operadoras).


Comentários

%d blogueiros gostam disto: