“Quem abre a caixa de monstros é devorado primeiro”, diz Dilma sobre Aécio e Andreia Neves

“Quem abre a caixa de monstros é devorado primeiro”, diz Dilma sobre Aécio e Andreia Neves

A ex-presidente Dilma Rousseff avaliou, em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, publicada nesta terça (4) pela Folha, que o senador Aécio Neves (PSDB) e sua irmã, Andreia, são vítimas de um “processo gravíssimo de radicalização” que eles também ajudaram a fomentar, só que contra o PT e seu governo, após a derrota na eleição de 2014.
Esse processo incluiria não só o discurso de ódio contra inimigos políticos, no caso do PSDB, mas também o uso dos vazamentos seletivos da Lava Jato para denigrir a imagem dos citados.
Aécio provou desse veneno após estampar uma capa da revista Veja, no último final de semana, porque um delator da Odebrecht disse que o senador possui uma conta secreta nos Estados Unidos, administrada pela irmã, com recursos desviados de obras públicas. Após a Veja publicar reportagem sobre essa delação, Aécio e Andrea gravaram depoimentos negando as acusações e repudiando os vazamentos e ódio gratuito.
“Há um processo gravíssimo de radicalização. Não adianta agora as pessoas que criaram esse processo, como o senador Aécio Neves e sua irmã, irem para as redes sociais gravarem depoimentos emocionados contra esse tipo de conflito, de vazamento, de dizer que queimar a moral de pessoas em praça pública é condenável. Quem abre a caixa cheia de monstros geralmente é devorado primeiro”, disparou Dilma.
“Fiquei bastante impactada quando li que houve pagamento de propina no exterior ao Aécio na usina de Santo Antonio. Suamos tanto para fazer um leilão competitivo e a propina rolando solta? Aí é dose”, acrescentou.
Dilma ainda comentou que ao contrário do que aconteceu com Aécio, “a mim ninguém nunca acusou de ter conta no exterior. Mas, enfim, vivemos uma conjuntura complexa que tem também a ver com a forma como a imprensa espetaculariza certas coisas.”
LULA
Questioanda sobre a possibilidade de Lula ser preso na Lava Jato, a ex-presidente Dilma disparou: “Só se eles forem muito doidos. Não dá para continuar nesse ritmo. Nós precisamos de uma eleição para ver se conseguimos criar um consenso novo, para que nos encontremos todos e sejamos capazes de fazer um novo pacto.”
Jornal GGN

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