Meia dúzia de “coxinhas” é o que temos no cardápio político do DF

Meia dúzia de “coxinhas” é o que temos no cardápio político do DF

“Um Roriz, um inexpressivo BBB, secretários do atual governo – o mais incompetente dos últimos tempos. Ou isso é pegadinha ou estamos realmente f…”. Eis aí a opinião de um dos muitos leitores que desaprovaram, para ser simpática, a pré-seleção com meia dúzia de novos nomes que surgem na política do Distrito Federal e devem figurar nas urnas em 2018.

No domingo (2/4), o Metrópoles publicou a matéria “As jovens apostas da política brasiliense” que, para boa parte de nossa freguesia, soou como piada. Três secretários de um governo que não decola, um postulante de sobrenome Roriz e o mais conhecido deles (talvez o mais preparado) entrou para a fama pela porta do Big Brother Brasil. Os outros dois são ainda menos expressivos. Todos homens, brancos e, segundo avaliou um leitor mais atrevido, se amassados juntos não dão liga para uma “coxinha”.

Exagero? Provavelmente. Os caras ainda não têm biografia nem para grandes legados, nem grandes escândalos e estão cheios do discurso da boa vontade. Suficiente? Não mais. Os cidadãos andam exageradamente insatisfeitos. Estão fartos da política brasileira curtida por gerações de oportunistas, na melhor das hipóteses. Daí, ser um pouquinho mais do mesmo basta para suscitar uma antipatia inexplicável por quem agora timidamente se apresenta.

Vejamos. Thiago Jarjour parece um sujeito bem-intencionado. Vem de uma família de empresários de Brasília dona de postos de gasolina que costumam vender combustível mais barato. Filiado ao PDT, é líder da Secretaria-Adjunta do Trabalho, que, no último mês, bateu recorde (20% de desemprego). Igor Tokarski é advogado. Sujeito boa-praça, educadíssimo, bom de papo. Mas não durou um ano como articulador político de Rollemberg. Aos 33 anos, tem tempo para ajustar procedimentos.

Jaime Recena vem da iniciativa privada, é dono de restaurante, iniciou na política via Abrasel, que protege empresas ligadas ao entretenimento e ao lazer. Descobriu a fórmula do melhor hambúrguer de Brasília, que ele vende lá no Parrilla Madrid. Mas ainda busca o ponto ideal na vida pública. Ao viajar para Las Vegas com a namorada em missão oficial, Recena deu provas de que, às vezes, a carne é fraca. Agiu corretamente ao pedir desculpas. E agora tenta mostrar serviço dentro de um governo cru na arte de executar.

O sobrinho de Joaquim Roriz foi lembrado em vários comentários sobre a matéria das “jovens apostas da política brasiliense”. O mais inofensivo dava conta de que Dedé é um “mané”. No mais, foi caco da tradicional família Roriz para todo lado.

Sim, mas isso torna a matéria surreal? De jeito algum. Os nomes de quem ainda não foi eleito, está de olho em 2018, e tem remota chance de se viabilizar até lá são esses aí mesmo. Gostando o cidadão, ou não. Até 2018 surgirão mais opções, provavelmente com menos expressividade ainda do que os que já se colocam. No mais, tem um monte daqueles políticos que já conhecemos bem a biografia, doidos para voltar. O consolo é que a gente pode escolher entre os velhos e os novos, mesmo que eles não nos empolguem nem um pouco.

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