PROCURADOR QUE SE ACHA DEUS: Dallagnol faz coro com Moro: “Não temos instrumento eficiente para identificar vazamentos”

PROCURADOR QUE SE ACHA DEUS: Dallagnol faz coro com Moro: “Não temos instrumento eficiente para identificar vazamentos”

Em entrevista concedida à BBC Brasil na última sexta-feira, na Harvard Law School, nos Estados Unidos, Deltan Dallagnol, procurador-chefe da força-tarefa da operação Lava Jato, disse que agentes públicos não vazam informações – a brecha estaria no acesso inevitável a dados secretos por réus e seus defensores.

“É muito difícil identificar qual é o ponto (de origem do vazamento), porque se você ouvir essas pessoas, elas vão negar”, afirmou.

“E não cabe ouvir o jornalista em relação a quem lhe passou a informação porque existe, no Brasil, e deve existir, o direito ao sigilo de fonte”, afirmou, um dia depois do juiz Sérgio Moro dizer à BBC Brasil que “identificar vazamentos é quase como uma caça a fantasmas”.

Os vazamentos ganharam ainda mais destaque na tarde de segunda-feira, quando trechos do primeiro depoimento do empreiteiro Marcelo Odebrecht a Moro foram divulgados pela imprensa ainda enquanto Odebrecht estava na sala do juiz federal.

Em longa conversa com a reportagem, Dallagnol afirma que a corrupção “está no alto nível do poder” há décadas, mas que é “é praticamente inviável investigar fatos anteriores a 2002” porque instituições bancárias e fiscais não mantêm registros por tanto tempo e porque “tudo o que aconteceu antes de 2002 está prescrito”.

Da BBC Brasil:

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