Michel Temer quer inserir absurdos da relação capital/trabalho na CLT

Michel Temer quer inserir absurdos da relação capital/trabalho na CLT

Nesta terça-feira, dia 11, o Brasil foi surpreendido por uma notícia publicada no jornal Estado de S. Paulo informando que o presidente golpista Michel Temer quer implementar uma reforma na legislação trabalhista na qual pretende suprimir cem (100) artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A CLT é um legado. Em 1943, o presidente Getúlio Vargas reuniu todas as leis, desde a época do império, que lidavam sobre as questões entre capital e trabalho, e as compilou em uma única lei: a CLT.

Agora, o golpista, dentre outras abominações, quer acabar com a proibição de mulheres em amamentação não trabalharem em locais insalubres. Esse item visa exatamente evitar a contaminação do leite materno e a transmissão para o filho.

Ele também quer implantar o trabalho intermitente, no qual o trabalhador deixa de receber o salário por mês trabalhado passando a receber por hora. Vai precarizar ainda mais a relação capital e trabalho.

Outro um absurdo é estabelecer que os acordos coletivos valham mais do que a lei. Em um momento de recessão, no qual muitos empresários querem diminuir o pagamento dos salários dos empregados, essa alteração é maléfica para os assalariados. Vai possibilitar que a lei seja ferida para realização de acordos fora da do previsto na legislação.

Estes são alguns dos cem absurdos que Michel Temer propõe nessa reforma da CLT. Alterações que beiram o crime contra a classe trabalhadora.

No entanto, cabe ressaltar que essas propostas têm pais.

Os responsáveis por projetos como esse, e que dão sustentação ao golpista, são o PSDB, o PPS, o Democratas e o PMDB; além dos partidos que se aproximam do poder com diversos interesses.

É extremamente necessário que Michel Temer deixe o poder antes que destrua ainda mais os direitos dos trabalhadores e leve o país junto.

A nós, trabalhadores, só nos resta um caminho: ir para as ruas porque esse presidente ilegítimo, enviado das profundezas do inferno, não pode destruir as conquistas obtidas ao longo de anos. Desta forma, é mais do que fundamental a classe trabalhadora tomar as ruas na Greve Geral do dia 28 de abril.

Chico Vigilante, deputado distrital

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