Níveis de reservatórios do DF atingem recorde negativo

Níveis de reservatórios do DF atingem recorde negativo

crise hídrica no Distrito Federal ganhou novo capítulo. Por causa da escassez de chuvas, as principais fontes de abastecimento de água, os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria, alcançaram novo recorde negativo: caíram a 13,3% e 27%, respectivamente, segundo a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa).

A agência estipulou, por meio da Curva de Acompanhamento, valores de referências para as barragens. Espera que o Descoberto chegue ao fim do mês com 9% de sua capacidade. Já para Santa Maria, a Adasa projeta 23%. Caso os índices atinjam ou caiam abaixo das metas estabelecidas, a agência decidirá sobre ampliação das medidas de racionamento.

Alerta
Os níveis dos reservatórios do DF preocupam mais que nunca. As chuvas não chegaram na quantidade esperada, o que vem reduzindo aceleradamente a quantidade de água disponível para o abastecimento da capital.

Para se ter uma ideia, em apenas nove dias — do último dia 1º até esta segunda (9) — houve queda de 15,3% (mais de dois pontos percentuais) no nível do Descoberto, responsável por fornecer 60% da água consumida no DF. O índice, naquela data, chegou a 14,3%. No reservatório de Santa Maria, a queda tem ocorrido de forma menos drástica (4,46% ou 1,3 ponto percentual) no mesmo período — passou de 29,1% para 27,8%.

O presidente da Adasa, Paulo Salles, anunciou nesta quinta que estuda a mudança da estrutura tarifária da água consumida pelos brasilienses. Hoje, o valor mínimo de R$ 29,50 é pago por quem consome até 10m³. De acordo com ele, seria mais justo e estimularia maior economia se as pessoas pagassem pelo que realmente utilizam. A medida seria mais um reforço na tentativa de superar a pior crise hídrica da história do DF.

Salles demonstrou preocupação com o cenário dos reservatórios que abastecem o DF. Confirmou que, caso as chuvas não retornem em abundância até o fim do mês, dificilmente o brasiliense vai escapar da ampliação do racionamento. A quantidade de água disponível para o abastecimento da capital do país vem caindo drasticamente nos últimos dias.

Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), cerca de 54% dos clientes da estatal se encaixam nesse grupo, que paga tarifa subsidiada. Desde o ano passado, em função do racionamento, 80 mil contas, ou cerca de 12,3% do total, migraram para essa faixa de consumo. Porém, mesmo utilizando 1m³, o consumidor paga 10m³.

Escassez de chuvas
Enquanto isso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que as chuvas retornem ao DF com mais intensidade a partir do próximo dia 18. Para ajudar a manter os níveis acima do estabelecido, a população precisa colaborar e reduzir ainda mais o consumo de água.

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