Para deputado federal Rubens Otoni governo não conseguirá votar reforma da Previdência Social este ano

Para deputado federal Rubens Otoni governo não conseguirá votar reforma da Previdência Social este ano

O governo federal estuda a possibilidade de votar a reforma da Previdência Social ainda este ano. Porém, pesquisas divulgadas recentemente mostram que a população é contra a tal reforma.

Para o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), a votação não deve acontecer, uma vez que as pesquisas divulgadas revelaram que 85% dos brasileiros discordam da reforma da Previdência. “E 71% acham que não conseguirão se aposentar se a mudança das regras for aprovada”, diz o deputado.

Otoni tem a opinião de que a Previdência Social não é deficitária. Segundo ele, a CPI da Previdência, instalada no Senado este ano mostrou que não há déficit e que a proposta de reformar o setor previdenciário no Brasil conta com “dados irreais e contas que não procedem, promovendo massiva propaganda enganosa e terrorista para mentir e aterrorizar a população”.

Mas o governo não se importou com o resultado da votação do relatório da CPI – que foi aprovado por unanimidade – e, agora, segue em frente com sua proposta de reforma.

“Segundo o relatório da CPI, as empresas privadas devem R$ 450 bilhões à previdência e, para piorar a situação, conforme a Procuradoria da Fazenda Nacional, somente R$ 175 bilhões correspondem a débitos recuperáveis”, lembra Otoni.

As pesquisas de opinião pública citada pelo deputado foram feitas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) pelo instituto Vox Populi, entre os dias 27 e 31 de outubro deste ano. A rejeição, por parte da população, é, de acordo com Otoni, uma mostra clara de que os eleitores não concordam com reforma previdenciária e que, caso os deputados venha a votar favorável a reforma, eles “devem se preocupar e muito com a reeleição em 2018”.

“No Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais do País – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – foram encontrados os maiores percentuais de rejeição à Reforma da Previdência proposta por Michel Temer (PMDB-SP) e apoiada por parlamentares do PSDB, DEM, PP, PSD, PRB e PP. Nesta região, 91% dos entrevistados são contra e 78% acham que se a Reforma da Previdência for aprovada, nunca se aposentarão”, destacou Rubens Otoni.

Entre os pontos mais polêmicos da reforma está a paridade, que é a extensão dos benefícios de reajustes salariais dos servidores da ativa para os inativos; a integralidade, que seria destinada a mulheres com 30 de contribuição, 55 de idade, 20 de serviço público e 10 anos no cargo e homens com 35 de contribuição, 60 anos de idade, 20 de serviço público e 10 anos no cargo; a taxação dos inativos, quando a taxação dos atuais e dos futuros servidores inativos que ganham acima de R$ 1.058 (atual teto de isenção do Imposto de Renda) em até 11%; a aprovação de novas regras para a idade mínima de aposentadoria, a proposta do governo aumenta essas idades para 55 anos e 60 anos, respectivamente; a estipulação de teto único no texto original, sendo que o valor da aposentadoria ficaria limitado a R$ 2,4 mil, podendo ser complementado com fundos de pensão; e a redução das pensões: as pensões para dependentes de servidores falecidos ficam limitadas a 70% do salário do funcionário. No formato atual, são integrais.

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