Editorial Jeová Rodrigues

A redução dos desembolsos do BNDES, acelerada por Michel Temer, fez com que os bancos comerciais começassem a se estruturar para ganhar terreno no financiamento de projetos de infraestrutura. Nesta terça, a manchete do jornal o Globo comemora o esvaziamento do banco estatal.

A inflação baixa, que permite maior previsibilidade em operações de longo prazo, também ajuda. Seja por meio de operações com organismos multilaterais, com fundos de investimento ou mesmo com capital próprio, a participação dos bancos privados no financiamento à infraestrutura tende a crescer. Cálculos da consultoria Inter.B estimam que, este ano, devem ser investidos R$ 101,5 bilhões em obras de saneamento, estradas, portos, aeroportos e energia elétrica, que terão participação mais significativa das instituições privadas.

Além de reduzir a importância estratégica do governo, o vácuo deixado pelo esvaziamento do BNDES abre espaço para o capital estrangeiro.

A China tem entrado com força em projetos de infraestrutura no Brasil, usando recursos próprios de financiamento.

A convergência dos juros até então subsidiados do BNDES — e imbatíveis para a concorrência — para taxas de mercado é um dos fatores que está colocando os bancos no jogo.

As informações são de reportagem de João Sorima Neto e Ana Paula Ribeiro em O Globo.

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