Editorial Jeová Rodrigues

O Desembargador Federal e presidente do TRF4 Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz elogiou, sem ler, sentença da lavra de Sérgio Moro que condenou Lula. Demonstração inequívoca da arlequinada que pauta parte do judiciário federal.

Bem, confesso que fiquei indignado à época e procurei saber quem é o tal Thompson Flores.

O presidente do TRF4 é apenas mais um filhote da ditadura, pois seu avô, Carlos Thompson Flores um ex-ministro do STF que chegou lá pelas mãos e por decreto assinado pelo general Costa e Silva, ou seja, neto de um lambe-botas.

E mais, segundo Kiko Nogueira, Thompson Flores, o avô, foi o primeiro a manifestar apoio ao golpe de Geisel que fechou o congresso e garantiu alguns anos a mais para a ditadura militar, isso em 1977.

Ou seja, o Thompson de hoje vem e uma linhagem de vassalos.

Essa informação está contida no livro “Ditadura à Brasileira – 1964-1985. Democracia golpeada à Esquerda e à Direita”, do historiador tucano Marco Antônio Villa.

Em resumo, o Poder Judiciário segue grandemente contaminado por gente como esse Thompson Flores, carreirista cujo compromisso é com quem está no poder, sem compromisso com o Direito, sem compromisso com a nação, sem compromisso com a verdade ou com a Justiça; são lacaios de todos regimes autoritários que sejam capazes de manter e ampliar seus privilégios e para mantê-los lambem botas ou o que for necessário.

Para mim será uma surpresa qualquer resultado que não seja a confirmação da sentença de Moro, pois essa é a tarefa dessa gente.

Compartilho da opinião do professor emérito da PUC-SP Celso Antônio Bandeira de Mello de que Moro de “do mal” e “louco” e que tem vínculos ideológicos com o PSDB, além de relações estranhíssimas com o departamento de Estado dos EUA.

Lula estava condenado antes de ser iniciado o inquérito, antes da denúncia e toda a pantomima processual buscou apenas conferir caráter de seriedade a uma sentença imoral, da lavra de um juiz parcial.

Acredito também que estamos a assistir um Judiciário a exercer o papel de “agente de exceção”, estamos a testemunhar a Constituição de 1988 tem sido esvaziada ao longo dos anos para se adaptar aos interesses do modo de produção liberal.

O processo contra Lula se desenvolve num regime de exceção, não há mais judiciário, há um governo de exceção tutelado por milicianos de toga; milicianos que legitimam com liminares e sentenças. São práticas autoritárias tentando vestir a roupa da democracia. Como disse recentemente o brilhante Pedro Serrano.

Mas voltando ao tal Thompson Flores, ele – assim como outros personagens patéticos da republica da vassalagem – é fruto que não cai longe do pé, fruto que já cai podre.

POR PEDRO MACIEL

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Categoria CEILÂNDIA, Denucias, JUSTIÇA, Lava a jato, PERSEGUIÇÃO.