Editorial Jeová Rodrigues

Moro pediu explicação à PF sobre excesso de correntes na condução do preso Cabral. E a resposta em 12 páginas é uma piada PDF. Pelo padrão de conduções anteriores, Moro estabelece o padrão.

Ele escreveu detalhes sobre como queria a condução de Lula naquele mês de março e como queria a de Eduardo Cunha ali uns 50 dias depois do impeachment no Senado e da derrota fragorosa do PT de Lula e Dilma nas eleições municipais de outubro de 16. É muita fantasia no poder desses juízes.

Marco Aurélio, que se passava por velho técnico e garantista, determinou o afastamento de Renan e foi afrontado, desacataram-no na casa do presidente da Casa Alta e na mesa do Senado.

O oficial de justiça foi tratado como palhaço de ofício. E de longe, Gilmar especulava se o colega dos 11 Constituintes Totalmente Acovardados não era um caso de doença mental. E no dia seguinte, o plenário, em vez de agasalhar solidariamente a afronta do desacato à ordem de Marco Aurélio, derrotou-o.

Nesta semana que está acabando, Marco Aurélio, de férias, apareceu por duas vezes na Rádio Jovem Pan, a porta-voz oficial dos golpistas midiáticos do baixo clero. E foi só papo de camaradagem com Villas e Augusto Nunes.

Só deboche em cima de Lula e dos brasileiros de todas as tendências, de esquerda à direita, indignados com a condenação sem prova.

Marco Aurélio aos risos chegou a defender o golpe de 64 e a dizer que os que não aceitam um eventual encarceramento de Lula são pessoas de outra cultura, gentalha que não a nossa, não é, queridos Vilas e Augusto Nunes.

Os golpistas acreditam que o poder de que dispõem é suficiente para levar o Brasil ao abismo de que tratou esta semana por duas vezes o the New York Times.

Os juízes mudam a Constituição como quem descasca uma banana. Condenam sem prova como quem solta um pum. Riem nas nossas caras e avisam: decisão judicial não se discute, cumpre-se.

Renan não cumpriu e Marco Aurélio engoliu a humilhação vinda de um chefe de Poder e do colega Gilmar, o único com voz autônoma no Supremo, Gilmar é o tucano chefe e tem força.

O lado que se opõe a ele é o lado policial midiático, e o midiático é a Globo fazendo um ioiô Marcelo Miller, ora é garantista com o novo garantista tucano chamado Gilmar, ora é TV terrorista e torturadora, fazendo vista grossa para as correntes de Moro e os trabucos de Bretas.

Uma confa do carai! Os golpistas sóse unem na necessidade de eliminar Lula e os que, à esquerda e à direita, sabem que Lula, sem provas nos autos, é inocente e é o maior perseguido na História do Brasil.

Lenio Streck, Eugenio Aragão, Reinaldo Azevedo, Afrânio Monjardim, Giulio Ferrajoli, The New York Times e a TV Al Jazira, entre muitas instituições outras mundo afora, estão avisando: A condenação de Lula sem provas é uma auto condenação dos juízes golpistas.

Prender Lula é prender a democracia e os eleitores.

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Categoria CEILÂNDIA, JUSTIÇA, Lava a jato, PERSEGUIÇÃO, Politica.