Editorial Jeová Rodrigues

O plano maquiavélico da burguesia antinacional brasileira, leia-se mídia e sistema financeiro, não era lançar Huck para a presidência.

O plano maquiavélico era oferecer um acordo a Dilma para que ela nomeasse um neoliberal ministro da Fazenda e subisse os juros, para assim a desmoralizar e a afastar da enorme base popular que mobilizou na reta final de 2014. Depois, eles paralisariam a economia com pautas bomba e a lava-jato, que já se sabia naquele momento que incineraria cerca de 5% do PIB, colocariam a culpa no PT, destruiriam a imagem do Lula deixando o governo imóvel e sem força para reagir. Com o caos, derrubariam a Dilma e colocariam o Temer, que ao meio do choque generalizado da crise empurraria as reformas escravagistas como necessidade inadiável, sem sujar as mãos deles diretamente. Aprovadas, derrubariam o Temer que levaria a carga da corrupção e das reformas, suspenderiam alguns entraves que eles mesmo colocaram para o Estado reativar a economia, diriam que as reformas nos salvaram, e então elegeriam o Meirelles ou qualquer outro sentado na cadeira que, com a economia se recuperando, se tornaria um candidato imbatível.

Isso é que é um plano maquiavélico.

Tem que tirar o chapéu.

Mas um plano tão maquiavélico nunca dá certo, os atores têm vida própria, as pessoas são imprevisíveis.

No meio do caminho, o ministério público da Suíça chutou o balde e denunciou todo mundo, a JBS também, o Lula permaneceu com o apoio e gratidão de metade da população, o sindicato dos ladrões deles não quis derrubar o Temer e roubou o país como nunca antes na história desse país, e o pior…

Eles são neoliberais.

Destruíram a economia.

É só o que eles sabem fazer, roubar, entregar patrimônio público para seus sócios e pagar juros.

Huck? Huck não é a carta na manga que a direita esperou todo esse tempo para lançar. Desde Collor esse tipo de mágica não funciona mais no nosso país.

Ele é o candidato da entidade mais odiada, à direita e à esquerda, por ateus e evangélicos, católicos e comunistas, do Brasil: A Rede Globo de televisão.

É um playboy paulista, um palhaço de auditório, inculto e ganancioso, que ascendeu explorando o corpo feminino e a miséria e desespero de pobres e miseráveis. É o primeiro candidato com o logotipo da Globo tatuado na testa.

Ele é também a nossa melhor oportunidade de colocar a Globo no banco dos réus de uma campanha eleitoral.

Uma aposta desesperada para embolar o jogo e conseguir alguns votos de Lula, que inviabilizará os negócios de Huck e pode custar a imagem da Globo para sempre.

Aproveitemos essa oportunidade.

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GUSTAVO CASTAÑON

Gustavo Castañon é professor do departamento de Filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora

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Categoria CEILÂNDIA, IGNORANTE, JUSTIÇA, Politica.