Editorial Jeová Rodrigues

Havia escrito um ano atrás de que não havia tábua de salvação para Lula. O ‘presidente caboclo’ seria, de qualquer forma e, irremediavelmente condenado! É o tempo e seu espírito sumário e definitivo se movendo resoluto a partir das forças da contradição contra Lula. É desses juízos históricos que se abatem firmemente sobre um indivíduo ou ocasião e que passa a assumir e expressar todas as contradições que envolvem, para o caso brasileiro, o enorme sumidouro social e econômico que é a corrupção brasileira.

Lula, pelo condão tripartite da mídia, do judiciário e da banca nacional/internacional já é a personificação que integraliza o cancro da corrupção ‘nossa de cada dia’; essa entidade anti-humana que escorre plena e contínua como se fora água de chuva, vento no litoral ou a titânica ignorância e que define o comportamento político do povo brasileiro.

Na ocasião havia dito que Lula seria assassinado. Mantenho o dito! Foi um rebu dos diabos! “Você é muito exagerado!”; outro [um coxinha de merda!] disse: “tomara que seja mesmo!”; a outra, toda segura, emendou que “a justiça não chegaria a tanto!”. Não?

Aqui no sossego da minha humilde residência sou procurado por gente de lugares que jamais poderia imaginar: África do Sul, Costa do Marfim, Gana, Argentina e Chile para tentar explicar minha “estranha” tese!

Bom… ‘Adelante!’. Se na 4a. feira, 24 de janeiro, em Porto Alegre, [eu estava lá!]; em um dos mais contagiantes movimentos já realizados pelo PT e por movimentos sociais surgisse no ‘jogo de armar’ do TRF-4, entre brumas cintilantes e raios incandescentes, Jesus Cristo, o filho de Deus, para a defesa do Lula; se Buda despontasse para garantir alguma assessoria privada para o Cristo; se Tupã, o deus indígena das selvas brasileiras lançasse seu cocar de sapiências e delicadezas sobre todo o prédio do Tribunal; se os orixás da vida e da natureza pontificassem irmanados para purificar e elevar cabeças, espíritos e intenções e; se as divindades da crença indiana por lá também aparecessem para uma forcinha… Ainda assim, Lula seria condenado!

Sem choro e nem vela! Sem reza ou qualquer devoção! O advogado de Lula, Cristiano Zanin em cômicos quinze minutos onde mal pôde falar, foi arrasador com o processo, com sua história, com as prioridades eletivas do juízo de Moro e lacrou afirmando que: “a defesa fora impedida de trabalhar; advogados foram grampeados; estrategias de defesa [um direito fundamental de qualquer acusado!] não se realizaram”.

Deu no que tinha de dar! O professor de Direito Constitucional (Isso ainda faz sentido no Brasil?) José Luiz Quadros (UFMG) fez barba, cabelo e bigode ao bradar: “A saída para a condenação de Lula não é mais jurídica. O processo é irregular, sem provas. É a continuidade do golpe de 2016 e que afasta um projeto político; acabando com a saúde e a educação públicas, o sistema previdenciário além de entregar a tecnologia e as riquezas da Petrobras”.

E agora? Agora, meu ‘compa’… Lula será preso! E na agonia de sua cela; na depressão de sua solidão; na melancolia da injustiça que lhe atropelou desde o dia em que foi parido nos infelizes desertos do semiárido nordestino… Irá sofrer um “infarto”, um “derrame” ou terá, quem sabe, uma “morte súbita”; mesmo com uma saúde de ferro, com um pique que arrasta multidões e com uma baita pressão “12 por 8” de fazer inveja para qualquer adolescente. Ao fim, tudo dependerá do carcereiro, da mistura química de suas refeições e, é claro, das cotações e indicadores das bolsas de valores daqui e de alhures.

Lula preso é Lula morto! E não se esqueçam disso… E é bom o PT se apressar porque o cafajeste togado Sérgio Moro não quer Lula preso, antes fosse… Nunca quis! Moro quer Lula MORTO!

Dona Lindú, de onde a senhora estiver… Vem… Salva teu filho!

Ângelo Cavalcante – Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Itumbiara.

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Categoria CEILÂNDIA, JUSTIÇA, Lava a jato, PERSEGUIÇÃO.