Editorial Jeová Rodrigues

Ainda magoado com o desfile da Tuiuti, que o pintou como vampiro neoliberalista, Michel Temer (MDB) decidiu cancelar o ciclo de redução da taxa de juro. Essa medida pune os carnavalescos pagãos e privilegia — mais uma vez — os banqueiros e o capital vadio.

O Banco Central deu a seguinte explica ao fim do ciclo da redução do custo do dinheiro, isto é, redução do juro: “De outro lado, a evolução da conjuntura em linha com o cenário básico do Copom, a recuperação mais consistente da economia e uma piora no cenário internacional favoreceriam a interrupção do processo de flexibilização”, diz a ata.

A recuperação “mais consiste” da economia a que alude o Banco Central, cuja guarda pertence a um banqueiro, Ilan Goldfajn, do Itaú, talvez seja mais percebida pelos próprios bancos que obtiveram lucros expressivos com a crise e o desemprego (reserva de mão de obra) do governo Temer.

O Banco Central vinha mantendo a política de redução da taxa de juro desenhada ainda no governo de Dilma Rousseff (PT).

Na semana passada, o órgão reduziu a taxa de juro em 0,25 ponto percentual, para 6,75% ao ano. No entanto, a pressão dos bancos prevaleceu sob a economia nacional. E por isso o Brasil ainda lidera o ranking de maiores taxas de juros do mundo.

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