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Parlamentares brasileiros cometem crime de traição ao defender Israel contra o Brasil

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10 de janeiro de 1948. A Câmara dos Deputados aprova a cassação do mandato dos 14 parlamentares eleitos em 1946 pelo Partido Comunista do Brasil (PCB), entre os quais Luiz Carlos Prestes, Jorge Amado, Carlos Marighella e João Amazonas.

Uma das justificativas: uma declaração de Prestes, então secretário-geral do PCB, numa associação de funcionários públicos.

O então secretário-geral do PCB dava uma palestra quando foi surpreendido com uma ”pergunta capciosa”, observa Augusto C. Buonicore em artigo no Congresso em Foco:

— Qual seria a posição dos comunistas brasileiros caso o país entrasse em guerra contra a União Soviética?

Sem vacilar, Prestes respondeu:

”Faríamos como o povo da Resistência Francesa e o povo italiano, que se ergueram contra Petain e Mussolini. Combateríamos uma guerra imperialista contra a União Soviética e empunharíamos armas para fazer resistência em nossa Pátria, contra um governo desses, retrógrado, que quisesse a volta do fascismo. Se algum governo cometesse esse crime, nós, comunistas, lutaríamos pela transformação da guerra imperialista em guerra de libertação nacional”.

Presidia o Brasil desde 31 de janeiro de 1946 o general Eurico Gaspar Dutra.

Seu governo, marcado pelo início da Guerra Fria, alinhou-se totalmente com os Estados Unidos e rompeu relações com a União Soviética.

Um governo, portanto, subordinado a interesses ideológicos muito distintos dos de Luiz Carlos Prestes

22 fevereiro de 2024. Deputados do PL (principalmente), União Brasil, PSD e Republicanos protocolam pedido de impeachment do presidente Lula.

O pretexto é esta declaração que deu à imprensa em Adis Abeba, Etiópia, em 18 de fevereiro:

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza, com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando o Hitler resolveu matar os judeus”.

Em nenhum momento, Lula citou holocausto.

Porém, para desviar a atenção da carnificina que pratica em Gaza contra o povo palestino, o governo israelense ataca Lula com mentiras.



Curiosamente, mais de 130 deputados federais ”patriotas” tomam as dores do governo genocida de Israel e pedem o impeachment de Lula.

Abaixo, veja quem são:

  

Motivações ideológicas ou mero oportunismo?

Certamente, uma mistura enorme de interesses e apoios, unidos apenas pelo oportunismo de sair das sombras onde vivem.

MASSACRE DOS PALESTINOS NA POLÍTICA DE ISRAEL

Lula, quando compara a ação de Benjamin Netanyahu à de Adolf Hitler, não está cometendo qualquer erro ou desvirtuamento histórico.

Hitler perseguiu, aprisionou e matou ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais em grande quantidade.

Porém, para galvanizar apoios políticos e recursos, Hitler focou numa etnia: os judeus, que, num passado recente, fora perseguida pela Igreja Católica,  governos europeus e bordas do Mar Mediterrâneo.

Veja que o Vaticano apoiou discretamente o nazismo. O mesmo fizeram aristocratas ingleses, suecos e dinamarqueses e até mesmo industriais estadunidenses.

É a estratégia de Netanyahu. Galvanizar, aproveitando a “guerra ao terror”, lançada em 2001 pelo governo George Walker Bush contra os muçulmanos, para conseguir suportes midiáticos e financeiros.

Se algum reparo pode ser feito a Lula não é pelas suas palavras, mas por ter caído no “conto do Benjamin”.

Qual o “conto do Benjamin”?!

Ser o único a ter direitos especiais por sofrer o holocausto.

Mas o que é o holocausto senão o que sofreram astecas, maias e incas nas mãos dos conquistadores espanhóis após 1492?

Só porque não se chamam de genocidas o rei Fernando V, de Aragão, e a rainha Isabel I, de Castela,  não significa que não houve o holocausto dos primitivos povos americanos, dizimados em 90% da população.

O massacre do povo armênio pelo governo turco otomano de 1915 a 1923 pode ter a justa qualificação de holocausto.

Assim como as etnias e idiomas extintos pela ação “colonizadora” da Grã-Bretanha na África e na Ásia, desde Jorge III (1760 a 1820) até a rainha Vitória (1837 a 1901).

Um governo impopular, mantido pelo radicalismo, só pode se aproveitar do que existe de mais radical, a guerra, para se manter. É o que faz Benjamin Netanyahu.

E alguns pobres de espírito, buscando espaço na mídia que não conseguem por falta de atos verdadeiramente patrióticos, cometem o crime de defender país estrangeiro em agressão ao Brasil.

É isso mesmo. Pois Netanyahu, falando como primeiro-ministro israelense, e Lula, como presidente brasileiro,  são seus países vocalizando suas políticas.

O interesse de Israel é a guerra e o do Brasil, sempre a paz.

Assim, ao defender os interesses estrangeiros, os deputados brasileiros que querem o impeachment de Lula por causa de Israel, cometem crime de traição ao nosso País.

*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.

Com informações do VioMundo

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