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Apesar da retórica de Trump, EUA buscam a China para renegociar tarifas

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Donald Trump pressiona a China a dar o primeiro passo nas negociações, mas nos bastidores a pressa é dos Estados Unidos

247 – O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem se mobilizado nos bastidores para retomar o diálogo com a China sobre as tarifas comerciais impostas por Washington. A informação foi divulgada pela Yuyuantantian, uma conta do Weibo ligada à emissora estatal chinesa CCTV. Segundo a publicação, os EUA teriam buscado contato com autoridades chinesas por meio de diversos canais, embora os detalhes dessas tratativas ainda não tenham sido divulgados.

As negociações, ou ao menos a tentativa de retomá-las, ocorrem em um momento de crescente tensão comercial entre as duas maiores economias do planeta. Trump tem reiterado que o presidente Xi Jinping precisa procurá-lo para iniciar conversas, mas, de acordo com a Yuyuantantian, é Washington quem tem demonstrado mais urgência. “A China não precisa conversar com os EUA até que estes tomem medidas significativas”, afirma a publicação. Para os chineses, os EUA são “claramente a parte mais ansiosa no momento”, diante da pressão doméstica enfrentada pela Casa Branca.Play Video

Durante uma reunião de gabinete na quarta-feira, Trump reconheceu a queda no fluxo comercial entre os dois países, avaliando que isso pode forçar Pequim a negociar. “Estou descontente com a acentuada redução no comércio entre os dois países porque queria que a China se saísse bem, mas tratando os EUA de forma justa”, declarou. Apesar da distância atual entre os líderes, o presidente americano se mostrou otimista: “vai acontecer”, disse, referindo-se a um eventual contato com Xi.

Nos bastidores, Washington acompanha com preocupação os efeitos colaterais de sua própria estratégia tarifária. Dados oficiais apontam que a economia americana se contraiu pela primeira vez desde 2022, reflexo do aumento nas importações antecipadas à imposição das tarifas e de um consumo mais contido por parte das famílias. O impacto começa a ser sentido no bolso dos consumidores: produtos populares fabricados na China já apresentam elevação de preços nos EUA, contrariando o discurso de Trump de que a China arcaria com o peso principal das tarifas, algumas delas elevadas a 145%.

Com os sinais de desaceleração econômica e o peso político da guerra comercial, o governo Trump parece buscar uma saída negociada que evite novos prejuízos. Resta saber se Pequim estará disposta a dar esse passo sem uma mudança concreta de postura por parte dos EUA.

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