Governo empenhou R$ 3,13 bilhões em emendas no ano e pagou R$ 940 milhões. Centrão ficou com 53% das liberações e 59% dos valores pagos
Na última semana de junho, o governo federal liberou R$ 2,3 bilhões em emendas parlamentares, marcando o maior volume do ano até agora. Segundo levantamento do g1 com base em dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), mais da metade desse montante teve como destino partidos do chamado Centrão, que concentrou 53% dos recursos empenhados e 59% dos valores efetivamente pagos.
Ao todo, em 2025, o governo federal já empenhou R$ 3,13 bilhões em emendas parlamentares — ou seja, reservou esse valor no orçamento para que fosse executado posteriormente. Desse total, 54% foram destinados a partidos do Centrão, bloco informal que reúne siglas como PP, PSD, União Brasil e Republicanos, conhecidas por ocuparem posições intermediárias entre a base governista e a oposição.Play Video
Entenda as categorias de emendas – Para entender o funcionamento dos repasses, é importante distinguir as diferentes etapas do processo orçamentário:
- Emendas empenhadas: valores reservados para execução;
- Emendas liquidadas: valores cuja execução já foi autorizada;
- Emendas pagas: valores efetivamente transferidos.
Dos mais de 8,8 mil pedidos registrados por parlamentares ao longo do ano, 492 foram pagos até agora. Desses, três são emendas de bancada, somando R$ 2,2 milhões. A esmagadora maioria — R$ 938 milhões — corresponde a emendas individuais impositivas, aquelas indicadas por um único parlamentar e que têm execução obrigatória pelo governo.
Esforço para conter derrota no Congresso – A liberação intensa de emendas nesta reta final de junho coincide com a tentativa do Planalto de evitar uma derrota no Congresso relacionada à cobrança do IOF. Apesar do esforço para conquistar votos no Centrão, Câmara e Senado derrubaram decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o aumento do imposto.
Individualmente, o PL, de Jair Bolsonaro, foi a legenda que mais recebeu recursos em 2025. Com a maior bancada no Congresso, o PL concentrou R$ 520 milhões em emendas liberadas até o momento, sendo R$ 418 milhões apenas na última semana.
Na sequência, aparecem o MDB (R$ 369 milhões), o PSD (R$ 367 milhões) e o PT (R$ 360 milhões). Essa distribuição mostra uma tentativa de equilibrar as concessões entre diferentes grupos políticos, mas com clara prioridade às siglas que integram o Centrão.
Senado segue padrão semelhante – A tendência se repetiu no Senado Federal. Das emendas empenhadas pela Casa, 46% foram para parlamentares do Centrão. A base governista recebeu 37% e a oposição ficou com 16%.
Nos pagamentos efetivos, o União Brasil, partido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), lidera com R$ 130 milhões pagos. Em seguida, aparecem PSD (R$ 118 milhões), PL (R$ 117 milhões), MDB (R$ 108 milhões) e PT (R$ 99 milhões).
Câmara concentrou maior volume de pagamentos – Na Câmara dos Deputados, o governo federal quitou R$ 702 milhões em emendas parlamentares. Mais da metade desses recursos (58%) foi para partidos do Centrão. A base aliada ficou com 28%, e a oposição com os 14% restantes.
Com informações do Brasil 247
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