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Trump pode levar o Brasil a ampliar outras parcerias internacionais, diz Padilha

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Ministro da Saúde vê medidas agressivas dos EUA como oportunidade para fortalecer indústria nacional e alianças com Europa e Ásia

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os recentes movimentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem acabar impulsionando o Brasil no cenário internacional. Em entrevista ao jornal O Globo, Padilha avaliou que a sobretaxa aos produtos brasileiros, que entra em vigor em 6 de agosto, e os cortes de financiamento a programas globais de saúde representam uma ameaça para a cooperação internacional, mas também uma oportunidade para o país ampliar suas parcerias e fortalecer a indústria da saúde.

“Nós estamos encarando isso como uma oportunidade. Vamos aproveitar a postura antivacina, antipesquisa e anticooperação dos EUA para atrair investimentos ao Brasil, reforçando o papel da coalizão do G20. Vemos esses arroubos do Trump como uma oportunidade para fortalecer nossas parcerias com a União Europeia, com a Índia, com os Brics e ampliar a produção de medicamentos e insumos aqui no Brasil”, declarou Padilha.Play Video

Expansão do programa “Agora Tem Especialistas”

No plano doméstico, Padilha destacou como prioridade da pasta o programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de atendimentos na rede privada. Segundo o ministro, mais de cem hospitais particulares já aderiram à iniciativa. A meta para 2026 é oferecer R$ 2 bilhões em crédito, que serão convertidos em cirurgias, exames e tratamentos especializados.

 “A nossa meta é poder ofertar para o ano que vem R$ 2 bilhões de crédito. Isso significa trocar esse crédito por R$ 2 bilhões em cirurgias, exames e tratamentos. Se alcançarmos essa meta, será mais do que tudo o que foi feito no programa de redução de filas anterior”, explicou.

O ministro também anunciou que planos de saúde poderão participar, oferecendo serviços como forma de abater dívidas com a União. Ele reforçou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o maior aumento orçamentário da história do ministério e nunca discutiu a redução do piso de recursos para a saúde.

Vacinação infantil e dados da OMS

Padilha comentou ainda a inclusão do Brasil, em 2025, na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) entre os 20 países com mais crianças não vacinadas. Ele afirmou que os números estão em processo de reversão e que o programa Saúde na Escola tem sido decisivo: mais de um milhão de crianças foram vacinadas em quatro meses dentro do ambiente escolar.

 “Das 16 vacinas que aplicamos, 15 avançaram em 2025 em comparação com 2024, e uma está estável. O avanço do Saúde na Escola é fundamental para ampliar a cobertura vacinal”, destacou.

Conflitos comerciais e saúde pública

Padilha também abordou o impacto do tarifaço de Donald Trump sobre medicamentos brasileiros exportados aos EUA e ressaltou que o governo reagirá dentro das regras e da Constituição. Ele classificou a postura americana como irresponsável e reafirmou que o Brasil atuará para proteger a saúde do povo brasileiro.

 “Não vamos permitir que uma atitude absurda, nascida de uma mentira, de um presidente irresponsável, impacte a saúde do povo brasileiro. Essa é a minha missão enquanto ministro da Saúde”, concluiu.

Com informações do Correio Braziliense

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