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Em telefonema com Trump, Lula pede rapidez nas negociações sobre tarifas

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Segundo o Planalto, presidentes trataram da agenda comercial, econômica, e do combate ao crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar por telefone com seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (2) dezembro, por volta das 12h, horário de Brasília. A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto.

Segundo o comunicado, a chamada telefônica teve a duração de 40 minutos e resultou em uma conversa considerada “muito produtiva”. Os dois líderes trataram de temas centrais da agenda comercial, econômica e de combate ao crime organizado.

“Lula indicou ter sido muito positiva a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros, como carne, café e frutas. Destacou que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações”, informou o Planalto.

Na ligação, o presidente Lula ressaltou a urgência em reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional e destacou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal para a asfixiar financeiramente o crime organizado. 

Segundo a nota, “o presidente Trump ressaltou total disposição em trabalhar junto com o Brasil e que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas”. O comunicado da Presidência afirma, por último, que “os dois presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas”.

O nota não informa se durante a conversa foi tratado o tema da presença militar dos Estados Unidos em águas do Caribe, e das ameaças de agressão militar contra a Venezuela. No entanto, fontes do Planalto confirmaram ao Brasil de Fato que o tema foi abordado, e que o presidente Lula reafirmou sua preocupação com a situação e defendeu que a América do Sul siga sendo uma “zona de paz”.

Lula e Trump se encontraram presencialmente em Kuala Lumpur, na Malásia, em 26 de outubro, abrindo caminho para o início das negociações entre os países para suspensão do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.

Antes, no dia 6 de outubro, o presidente brasileiro recebeu um telefonema do estadunidense, quando “quebrou-se” o gelo nas relações entre Estados Unidos e Brasil, após a imposição das tarifas. Mais recentemente, no dia 20 de novembro, o governo dos Estados Unidos anunciou a retirada da tarifa extra de 40% que incidia sobre produtos brasileiros, abrangendo produtos como carnes, café, frutas, especiarias e até itens religiosos e minerais.

*Conteúdo originalmente publicado no Brasil de Fato

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