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Preço dos alimentos cai mais no Brasil do que no exterior

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Plantação de trigo com céu azul de fundo
Preço do trigo teve queda intensa – Foto: Agência Brasil

Os preços dos alimentos estão caindo mais no Brasil do que no exterior. No segundo trimestre deste ano, a redução nominal do IPPA, índice que mede o comportamento dos valores pagos ao produtor agropecuário em quatro categorias, foi de 11,4% internamente.

Enquanto isso, os preços internacionais dos alimentos, que são medidos pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) tiveram redução de apenas 3,3%.

Nessa mesma época, os produtos industriais que o IPA (Índice de Preços por Atacado Oferta Global), da FGV, averigua, caíram 3,8%, com um recuo de 4,7% da taxa de câmbio.

Nesta quarta-feira (2), a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou dados que indicam que a taxa de alimentação de julho teve retração de 1,1% em São Paulo, maior recuo mensal com registro nos últimos seis anos. Essa retração dos valores no campo passa para o bolso dos consumidores e colabora com a redução da inflação.

Segundo a Folha de S.Paulo, a queda acentuada no segundo trimestre, em relação ao primeiro, aponta uma retração acumulada de 13,3% nos preços do primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2022. O acompanhamento interno de preços é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Açougueiro cortando pedaços de carne de boi
Arroba do boi registrou retração – Foto: Agência Brasil

Ainda segundo a FAO, de janeiro a junho, os preços internacionais dos alimentos tiveram uma desaceleração de 16,2%. Já os industriais no Brasil, 3,4%. Enquanto isso, a taxa de câmbio ficou estável.

No índice calculado pelo Cepea, houve uma queda intensa no semestre, principalmente pelo setor de grãos. Nessa área, a retração foi de 20,6%, considerando os preços de algodão, arroz, milho, soja e trigo.

Na pecuária, grupo no qual estão incluídos os preços de boi gordo, frango, suínos leite e ovos, a queda acumulada no semestre foi de 4,5%. Essa queda foi puxada pelas retrações da arroba do boi (menos 19%) e do frango (menos 15%). Os preços dos suínos tiveram queda de 13% no segundo trimestre, em relação ao primeiro.

O café e a cana também registraram retração, mas o grupo do IPPA Hortifrutícolas houve um aumento. Banana, laranja e uva foram produtos que permitiram uma aceleração de 13% no índice.

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