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Na ONU, Venezuela denuncia EUA e diz que Maduro foi sequestrado

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NEW YORK, NEW YORK - DECEMBER 23: Samuel Reinaldo Moncada Acosta, the Permanent Representative of Venezuela to the United Nations, speaks during an emergency United Nations (U.N.) Security Council meeting regarding the situation in Venezuela on December 23, 2025, in New York City. Venezuelan officials formally requested the meeting last week, pointing to U.S. maritime actions and oil sanctions. (Photo by Spencer Platt/Getty Images)
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Encontro foi solicitado pela Colômbia e terá como pauta principal a operação conduzida pelos EUA na Venezuela

O conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu na manhã desta segunda-feira (5/1), em Nova York, para discutir a operação dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. No encontro, o embaixador da Venezuela, Samuel Moncada, afirmou que há uma “flagrante violação da carta das nações perpetrada pelos Estados Unidos, principalmente o princípio da igualdade e soberania dos Estados”.

“Ao passo que a resolução do Conselho de Segurança determina que a integridade do Estado não deve ficar sujeita à ocupação ou ao uso da força, em desacordo com a Carta da ONU”, destacou Samuel.


Captura

  • Os Estados Unidos atacaram, no sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
  • O presidente norte-americano, Donald Trump, capturou o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.
  • Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.

Ele citou ainda, a captura de Maduro, afirmando que esse cenário “ameaça não só a Venezuela, mas a paz e a segurança internacional como um todo”.

“Se o sequestro de um chefe de Estado, o bombardeio de um país soberano e a ameaça de ação de militá-se forem tolerados ou minimizados, a mensagem enviada para o mundo é devastadora”, afirmou Samuel.

Samuel afirmou que a operação dos EUA é “ilegítima” e citou a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, como “sequestro”.

O pedido de reunião foi apresentado pela Colômbia, governada por Gustavo Petro, que tem acumulado embates com o presidente norte-americano, Donald Trump. O Brasil não terá direito a voto.

Pelas regras da ONU, além dos membros permanentes do conselho — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos —, a Somália, que preside o colegiado em janeiro, tem direito a voto. A Colômbia é a representante da América do Sul no atual período.

reunião ocorre após um encontro extraordinário da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Na ocasião, o chanceler venezuelano Yván Gil classificou a operação que capturou Maduro, no último sábado (3/1), como “criminosa” e pediu aos países-membros que exijam a libertação do chavista.

Com informações do Metrópoles

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