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Dólar recua e Bolsa opera estável com dados dos EUA e juros na Europa

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Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,17%, cotado a R$ 5,645. Ibovespa, principal índice da Bolsa, terminou o pregão em queda de 0,4%

dólar operava em baixa nesta quinta-feira (5/6), em um dia no qual o mercado financeiro acompanha com atenção a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos e a decisão de política monetária na Europa.


Dólar

  • Às 10h23, o dólar caía 0,84%, a R$ 5,597.
  • Mais cedo, às 9h42, a moeda norte-americana recuava 0,49% e era negociada a R$ 5,617.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,637. A mínima é de R$ 5,593.
  • Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,17%, cotado a R$ 5,645.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,28% no mês e de 8,66% neste ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava perto da estabilidade.
  • Às 10h35, o Ibovespa avançava 0,07%, aos 137,1 mil pontos, praticamente estável.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em queda de 0,4%, aos 137 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula perdas de 0,02% em junho e ganhos de 13,9% em 2025.

Dados dos EUA

No cenário externo, as atenções dos investidores nesta quinta estão voltadas à maior economia do mundo.

Departamento do Comércio do governo norte-americano divulga os dados da balança comercial do país referentes ao mês de abril.

A leitura anterior indicou déficit de US$ 140,5 bilhões. O déficit comercial é registrado quando as importações superam as exportações. Quando acontece o contrário, há superávit.Play Video

Também nesta quinta, o Departamento de Trabalho dos EUA anuncia o número de novos pedidos de seguro-desemprego apresentados na semana até o dia 31 de maio. Na semana anterior, foram 240 mil pedidos.

Ainda nos EUA, o mercado continua acompanhando os desdobramentos do tarifaço comercial imposto pelo governo do presidente Donald Trump.

Trump elevou as tarifas de importação sobre aço e alumínio a partir dessa quarta-feira (4/6). As taxas, que haviam subido 25% em março, agora passaram para 50%.

A ação atinge diretamente a indústria brasileira, gerando um cenário de incertezas frente às mudanças no mercado norte-americano, que comprou 4,1 milhões de toneladas de aço do Brasil no ano passado.

Esse volume coloca o Brasil como o segundo maior exportador de aço para os EUA, atrás apenas do Canadá, que forneceu 6 milhões de toneladas. A elevação da tarifa pode representar um desafio adicional para a indústria siderúrgica brasileira, que tem nos EUA um de seus principais mercados.

Juros na Europa

Nesta quinta-feira, outro importante destaque na agenda econômica é o anúncio do Banco Central Europeu (BCE) sobre a taxa básica de juros na Europa.

A autoridade monetária europeia confirmou as projeções do mercado e reduziu as taxas de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a taxa de depósito caiu de 2,25% para 2%; a de refinanciamento, de 2,4% para 2,15%, e a de empréstimos, de 2,65% para 2,4%.

Os investidores também repercutem o pronunciamento e a entrevista coletiva da presidente do BCE, Christine Lagarde, após o anúncio da decisão sobre os juros.

À espera de novidades sobre o IOF

No cenário doméstico, os investidores ainda mantêm suas atenções voltadas às discussões em Brasília sobre o aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O IOF é um tributo federal que alcança pessoas físicas e empresas e incide sobre operações que envolvem crédito, câmbio, seguros e títulos mobiliários.

Em um aceno à união entre os Poderes, o governo federal decidiu se reunir com os líderes da Câmara dos Deputados e Senado Federal para deliberar sobre as medidas de ajuste fiscal com o objetivo de reverter o impasse em torno das mudanças no IOF.

Após reunião com Lula no Palácio da Alvorada na última terça-feira (3/6), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicou que o Executivo e o Legislativo entraram em consenso para não anunciar os itens do pacote fiscal antes da reunião com líderes, prevista para o próximo domingo (8/6).

“Estamos tendo esse cuidado todo porque dependemos do voto do Congresso Nacional. O Congresso Nacional precisa estar convencido que é o caminho mais convincente do ponto de vista macroeconômico. O zelo que estamos cuidando é só por essa razão”, afirmou.

O ministro também fez um alerta para especulações que circulam sobre o anúncio do ajuste nas contas públicas. “Não é um mero anúncio que nos interessa, que pode agradar muita gente, mas se não houver um trabalho sério no encaminhamento dessas medidas para o Congresso, isso pode nos frustrar”, disse Haddad.

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