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A crise diplomática entre Brasil e Israel ganhou um novo capítulo neste domingo (5), após o ministro israelense Amichai Chikli condenar a decisão da Justiça brasileira de investigar o soldado Yuval Vagdani, de 21 anos, por sua atuação em Gaza. Em uma carta direcionada ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Chikli classificou a medida como “uma vergonha para o governo brasileiro” e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de apoiar a ação judicial.
O caso teve início em 30 de dezembro de 2024, quando a Justiça Federal do Distrito Federal atendeu ao pedido da Fundação Hind Rajab (HRF), organização internacional sediada na Bélgica, que defende os direitos palestinos.
Segundo a HRF, o soldado é suspeito de usar explosivos para demolir um quarteirão residencial em Gaza, em outubro de 2024, fora de situações de combate. O local abrigava civis palestinos deslocados internamente.
O soldado estava de férias na Bahia e deixou o Brasil após o início das investigações. A embaixada de Israel afirmou que acompanhou sua retirada e acusou a HRF de promover uma narrativa anti-Israel, explorando “de forma cínica” sistemas legais para influenciar a opinião pública global.
Na carta, Chikli afirmou que “apoiar aqueles que protegem os inocentes e combatem o terrorismo é uma postura moral que não pode ser contestada” e, repetindo a narrativa fantasiosa de Netanyahu, acusou o governo brasileiro de “abraçar calorosamente os apoiadores do terrorismo e os negadores do Holocausto”.
O Itamaraty, por sua vez, afirmou que a questão está sob responsabilidade do Ministério da Justiça, que ainda não se manifestou.
As tensões entre Brasil e Israel vêm crescendo desde 2024, quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou Lula como persona non grata.
Em resposta, o Brasil retirou seu embaixador de Tel Aviv. A postura brasileira na ONU, onde o Itamaraty usou o termo “genocídio” para descrever as ações de Israel em Gaza, também intensificou o conflito diplomático.
A HRF apresentou evidências que incluem postagens nas redes sociais do soldado, onde ele celebra a destruição em Gaza. Por outro lado, a embaixada de Israel defende que todas as operações militares são conduzidas em conformidade com o direito internacional, como parte do direito de autodefesa contra os ataques do Hamas iniciados em 7 de outubro de 2023.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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