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Israel viola soberania brasileira e promove fuga de soldado procurado por crimes de guerra contra palestinos

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Yuval Vagdani durante genocídio em Gaza

“israel” viola soberania brasileira e promove fuga de soldado procurado no Brasil

Yuval Vagdani é denunciado por cometer crimes de guerra contra a população indefesa de Gaza durante o genocídio promovido por “israel”

Fugiu do Brasil, neste domingo, o soldado Yuval Vagdani, denunciado por cometer crimes de guerra contra a população indefesa de Gaza durante o genocídio promovido por “israel” contra os palestinos.

Ele estava a turismo na Bahia e a sua última localização conhecida é o Morro de São Paulo, naquele estado.

A Justiça Federal brasileira havia determinado que a Polícia Federal (PF) investigasse Vagdani.

A decisão, emitida em 30 de dezembro de 2024 pela juíza Raquel Soares Charelli, da Seção Judiciária do Distrito Federal, atende a um pedido da Fundação Hind Rajab (HRF), organização internacional que defende os direitos palestinos.

O militar é acusado de participar da demolição de um quarteirão residencial em Gaza, no final de 2024, utilizando explosivos fora de situações de combate. As residências serviam de abrigo para palestinos deslocados internamente após o início da agressão genocida em 7 de outubro de 2023.

A HRF apresentou evidências coletadas por meio de inteligência de fontes abertas, incluindo vídeos e dados de geolocalização, que comprovam o envolvimento do soldado nas ações denunciadas.

A investigação se concentra no período em que Vagdani atuou no batalhão Givati, uma unidade das Forças Armadas de “israel”. A denúncia ainda destaca a destruição de um corredor em Gaza, que gerou expulsão forçada de civis e profundas consequências humanitárias.

Além da investigação, a HRF solicitou a prisão provisória do militar, alegando risco de fuga ou destruição de provas.

A decisão judicial baseia-se no artigo 88 do Código de Processo Penal Brasileiro, que permite a aplicação da jurisdição universal para crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, conforme previsto no Estatuto de Roma, do qual o Brasil é signatário.

Imagem de Yuval Vagdani (à direita) em suas redes sociais. Ele posa para foto ao lado de outro soldado israelense em Gaza 

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores de “israel” confirmou que auxiliou o criminoso a deixar o Brasil após a tentativa de investigação por “elementos anti-Israel”.

O regime sionista também alertou seus militares sobre os riscos de compartilhar detalhes de seu serviço nas redes sociais, visando evitar exposições que possam levar a ações legais em outros países por seus crimes de guerra.

No sábado, o Ministério das Relações Exteriores de Tel Aviv emitiu uma declaração observando que o ministro Gideon Sa’ar havia agido para garantir que o criminoso não estivesse em perigo.

“O Departamento de Assuntos Consulares do Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada de Israel no Brasil contataram o cidadão israelense e sua família, fornecendo apoio durante todo o incidente até sua partida rápida e segura do Brasil”, disse a declaração, conforme o Jerusalem Post.

“Houve uma ofensa severa à soberania do Estado brasileiro por um Estado investigado por genocídio, crimes de guerra, crime de Apartheid e colonialismo”, afirma Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal). “Isso tem implicações graves.”

Para Ualid, “seguramente quem trabalhou nisso, além de Tel Aviv, foi sua embaixada e todo o seu corpo diplomático no Brasil. Portanto, o Brasil deve, no mínimo, chamar para consultas o embaixador de ‘israel’, censurá-lo e, eventualmente, investigar a totalidade da participação neste crime contra a soberania brasileira e expulsar a totalidade do corpo diplomático ‘israelense’.”

O deputado “israelense” Dan Illouz, do partido governista de extrema-direita Likud, ameaçou o Brasil por se posicionar em defesa do direito internacional e contra os crimes de guerra de “israel”.

“O Brasil se tornou um Estado patrocinador de terroristas”, afirmou, embora o que a justiça brasileira tenha feito foi justamente pedir a investigação de um terrorista. “Israel não ficará de braços cruzados diante da perseguição de seus soldados”, continuou, concluindo que o Brasil “pagará o preço se não mudar sua conduta”.

Apesar da decisão judicial, não houve a retenção do passaporte do criminoso, o que tornou a sua fuga possível.

Até mesmo Francesca Albanese, que se notabilizou por seu trabalho nas Nações Unidas de denúncia das diárias violações dos direitos humanos por “israel” em Gaza, comentou que “no Brasil e em qualquer lugar as ações legais contra israelenses suspeitos de crimes em Gaza são necessárias e para ontem”.

De acordo com a emissora pública “israelense” KAN, citada pelo Jerusalem Post, a família do criminoso observou que o soldado não havia sido detido e que estava recebendo ajuda de “pessoas relevantes”.

O pai do criminoso disse ao Canal 12 que um amigo que estava viajando com seu filho recebeu uma mensagem de um escritório diplomático “israelense” informando que um mandado de prisão havia sido emitido para ele.

“Pedi que eles fugissem imediatamente e não ficassem nem mais um momento”, disse o pai, acrescentando que recebeu uma mensagem do filho às 5 da manhã de domingo (horário de “israel”) dizendo que eles haviam cruzado a fronteira, mas que não tinham sinal de celular desde então, relata o Times of Israel.

O presidente da Fepal ainda acredita que o governo brasileiro deveria estudar a possibilidade de investigar todos os “israelenses” que visitem o Brasil, a qualquer pretexto, por participação em crimes de guerra, de lesa-humanidade e de genocídio na Palestina.

Bem como impedir que se entre, inclusive determinando que sejam investigados, tendo seus nomes informados ao Tribunal Penal Internacional e à Corte Internacional de Justiça por participação no crime de genocídio. Deveria, ainda, eventualmente, aplicar a legislação brasileira, uma vez que o país é signatário do Estatuto de Roma, e entregá-los à justiça internacional para que respondam por esses crimes.

Por último, Rabah afirma que é fundamental que o Brasil investigue, de uma vez por todas, a ação do regime sionista para desestabilizar a política nacional, diante de ameaças como a do deputado Dan Illouz.

“Acho, também, que o Brasil deveria, imediatamente, emitir uma ordem de captura à Interpol e, por fim, investigar os agentes públicos que, por ventura, podem ter vazado para as autoridades israelenses a ordem de captura e, além disso, negligenciarem, no cumprimento da ordem, para facilitar o tempo de fuga do criminoso.”

Com informações do VioMundo

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