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Brasileiro da Flotilha de Gaza deportado por Israel chega nesta segunda; 170 já foram expulsos do país

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Ele estava a bordo de uma das embarcações interceptadas por forças israelenses a cerca de 120 quilômetros de Gaza

Nicolas Calabrese, o primeiro dos 14 integrantes da delegação brasileira da Flotilha Sumud presos em Israel, deve chegar ao Brasil na noite desta segunda-feira (6). Ele é professor de Educação Física, educador popular da Rede Emancipa no Rio de Janeiro e militante do Psol.

Calabrese estava a bordo de uma das embarcações que foram interceptadas por forças israelenses a cerca de 120 quilômetros da costa de Gaza, enquanto tentavam romper o bloqueio marítimo do território, na semana passada. Ele foi deportado para a Turquia, com os custos pagos pelo consulado italiano em Israel, e seguiu para Portugal, de onde sairá o voo para o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, onde será organizada uma recepção a ele com familiares, amigos e companheiros.

Até esta segunda-feira, o Serviço Prisional de Israel (IPS) informou que deve totalizar 170 deportações de participantes da Global Sumud Flotilha, mas não forneceu detalhes como nomes, nacionalidades ou destinos. 

As Delegações Nacionais da Global Sumud Flotilla informou que estão coletando informações junto às embaixadas que pressionam o governo israelense para receber detalhes sobre as deportações. As audiências estão sendo realizadas sem qualquer aviso prévio aos advogados ou às embaixadas responsáveis. 

Ao Brasil de Fato, Lara Souza, da coordenação brasileira, classificou o ato como mais uma violação de direitos por parte de Israel. “A decisão de Israel de deportar pessoas para a Turquia foi tomada sem qualquer aviso, nem para os advogados, nem para as embaixadas. Essa é mais uma violação”, afirma Souza, que é esposa do ativista Thiago Ávila, um dos ativistas da Flotilha. 

A brasileira relatou que o grupo segue sem informações nítidas sobre as audiências judiciais e sobre o destino dos cidadãos brasileiros. “A embaixada ainda não foi informada sobre os voos. Nem sequer foi garantido se eles serão deportados para o Brasil ou colocados em um voo para qualquer outro lugar”, afirmou.

Reações no Brasil

O Ministério das Relações do Brasil declarou que está em busca de informações sobre os brasileiros que estavam nos barcos interceptados e condenou a ação de Israel. “O governo brasileiro deplora a ação militar israelense, que viola direitos e coloca em risco a integridade física de manifestantes em uma ação pacífica. No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas”, afirmou a nota oficial do governo federal.

“(O governo) reitera, nesse contexto, exortação pelo levantamento imediato e incondicional de todas as restrições israelenses à entrada e distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, em consonância com as obrigações de Israel, como potência ocupante, à luz do direito internacional humanitário”, acrescenta. 

Entre os brasileiros detidos, está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitou apoio ao Itamaraty na comunicação com Israel. “Pedi o apoio do Itamaraty no contato com as autoridades israelenses visando que a deputada Luizianne tenha todas as suas prerrogativas enquanto parlamentar respeitadas, bem como os direitos dos demais brasileiros que estão passando por esse momento”, declarou o parlamentar.

Além de Lins, também fazem parte da Flotilha os brasileiros Thiago Ávila, membro e organizador da flotilha; Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo Psol; Gabi Tolotti, presidente do Psol-RS; Nicolas Calabrese, professor e coordenador da Rede Emancipa no Rio de Janeiro; Bruno Gilga, trabalhador da USP e ativista da CSP-Conlutas; Lisiane Proença, comunicadora popular; Magno Costa, diretor do SINTUSP; Ariadne Telles, advogada popular e militante da luta pela terra na Amazônia; Mansur Peixoto, criador do projeto História Islâmica; Mohamad El Kadri, presidente do Fórum Latino Palestino e coordenador da Frente Palestina de São Paulo; e Lucas Gusmão, ativista internacionalista.

Atos pelo mundo contra Israel

Manifestações foram realizada neste domingo (5), em diferentes capitais brasileiras, para exigir o fim imediato do massacre na Faixa de Gaza e a libertação dos ativistas detidos a bordo de uma flotilha humanitária sequestrada por Israel. São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis estão entre as cidades que registraram atos.

Fora do país, ocorreram protestos em Roma (Itália), Barcelona (Espanha), Paris  (França), Londres (Inglaterra), Dublin (Irlanda), Berlim (Alemanha) e Genebra (Suíça).

*Com informações do Brasil de Fato

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