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Isenção do IR deve colocar até R$ 300 a mais por mês no bolso de trabalhadores a partir de 2026

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Economista explica como funciona medida, que reduz imposto para quem ganha até R$ 7,3 mil e cria tributação para ricos

ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, aprovada no Senado nesta quarta-feira (5), deve beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros a partir de 2026. Segundo o economista Pedro Faria, ouvido pelo Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a mudança significará aumento direto na renda mensal de trabalhadores formais e autônomos.

“Na prática, é dinheiro no bolso, literalmente”, afirma Faria. “Para quem ganha R$ 5 mil cravado, que vai ter o máximo de isenção, nós estamos falando de praticamente quase R$ 300 a mais todo mês no salário. É praticamente um 14º salário para quem está nessa situação”, explica.

A isenção total valerá para rendas até R$ 5 mil, enquanto trabalhadores que ganham até R$ 7.350 também terão redução na alíquota. Para o economista, a medida atinge sobretudo uma faixa que costuma ficar fora de benefícios sociais. “É uma medida que afeta quem está hoje no que entenderíamos como uma classe média. Muitas vezes, essa parcela fica sem uma participação mais ativa do governo”, indica.

Tributação mínima para super ricos

Para compensar a desoneração, o governo instituiu um imposto mínimo de até 10% sobre cerca de 141 mil contribuintes de renda muito elevada. Faria destaca que não se trata de aumento de alíquota, mas do fechamento de brechas. “Não é um aumento de carga tributária. O que nós estamos exigindo é que as pessoas que têm rendas acima de R$ 50 mil por mês paguem um mínimo. Hoje, os super-ricos utilizam brechas para não pagar o que todos nós pagamos”, esclarece.

Ele lembra que o Brasil não realiza uma reforma progressiva do IR há mais de três décadas. “É uma vitória enorme que comecemos a trilhar um caminho para que o Brasil se equipare a outros países. Lá fora, quanto mais rico você é, mais você paga imposto, proporcionalmente. Aqui, o 1% mais rico paga menos do que os 5% ou 10% mais ricos”, compara.

Próximos passos

Faria defende que o país avance na taxação de lucros e dividendos, investimentos isentos e também no setor de bets. “As bets não são uma atividade econômica que gera retornos para a sociedade. Elas têm que estar junto com cigarro e bebida alcoólica, com tributação para desincentivar”, diz.

Segundo ele, o debate tende a continuar nos próximos anos, com resistência no Congresso. “O lobby é forte. A aprovação só saiu com pressão popular”, afirma.

*Conteúdo originalmente publicado no Brasil de Fato

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