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Cid diz que Braga Netto entregou dinheiro em embalagem de vinho para financiar golpe

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O tenente-coronel Mauro Cid e o general Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente de Bolsonaro. Foto: reprodução

O tenente-coronel Mauro Cid declarou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que presenciou o general Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente, entregar dinheiro em espécie para financiar o plano golpista conhecido como “Punhal Verde e Amarelo.”

Segundo Cid, o dinheiro foi entregue em uma embalagem para vinhos, durante uma reunião realizada em uma das residências oficiais da Presidência da República, conforme informações da colunista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias.

Cid afirmou que o dinheiro foi direcionado ao grupo militar chamado “Kids Pretos”, formado por oficiais especializados em operações especiais. Além disso, revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era atualizado diariamente por Braga Netto sobre os desdobramentos das ações planejadas pelos militares.

Braga Netto tenta se cacifar para ser vice de Bolsonaro na chapa da reeleição - Jornal O Globo
Braga Netto e Bolsonaro: o general entregou o dinheiro aos “Kids pretos” Foto: reprodução

O objetivo do plano era impedir a posse do presidente Lula (PT) após sua vitória na eleição de 2022. A conspiração incluía planos para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Cid alegou, no entanto, que não tinha conhecimento sobre a parte do plano que envolvia os assassinatos.

Após prestar depoimento a Moraes, Cid conseguiu manter os benefícios de seu acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal (PF), mesmo com a tentativa da PF de anular o acordo.

A polícia argumentou que Cid havia omitido informações importantes, como a entrega de dinheiro por Braga Netto, durante um depoimento dado em 19 de novembro, durante a Operação Contragolpe. A menção ao envolvimento de Braga Netto só foi feita dois dias depois, no STF, o que levou a PF a insistir na rescisão do acordo.

A investigação também revelou que a reunião que deu início ao plano de assassinatos ocorreu na residência de Braga Netto em novembro de 2022. Mauro Cid e outros membros do grupo “Kids Pretos” estavam presentes no encontro.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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