Em longa nota divulgada na segunda-feira (6), Ricardo Alban defende discussão entre todos os níveis de governo, setor produtivo e trabalhadores “para manter o ritmo de crescimento brasileiro”, alertando para os danos dos juros altos à economia

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, propôs um grande pacto nacional entre todos os niveis de governo, setor produtivo e trabalhadores “para manter o ritmo de crescimento brasileiro”. Em uma longa nota divulgada na segunda-feira (6), ele apontou os juros altos praticados pelo Banco Central como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento econômico.
Ao analisar o cenário econômico do Brasil nos últimos anos, com destaque para a recente inserção do país entre as seis maiores economias do G20 e os benefícios colhidos pelo programa Nova Indústria Brasil (NIB), do governo Lula, Alban alertou que a elevação dos juros e a volatilidade cambial podem desencadear consequências adversas para investimentos produtivos e afetar a competitividade da indústria nacional, “justamente o segmento que melhor irrigava o conjunto das atividades econômicas”.
“O grau de sucesso nessa empreitada depende, em larga medida, de uma coordenação efetiva: todos os níveis de governo, o setor produtivo e a força de trabalho precisam se unir num esforço consensual para dissipar expectativas negativas e imprimir ao país um novo ciclo de expansão inclusiva e duradoura”, ressaltou Alban na nota.
Regras claras e estímulo a setores estratégicos
Ao destacar o crescimento na economia brasileira no último triênio em 3% – após “um hiato de baixo crescimento médio (0,5% ao ano entre 2012 e 2021)”, Alban assinalou que a manutenção de juros altos não só encarece o serviço da dívida – “cada ponto percentual de acréscimo na Selic adiciona algo em torno de R$ 50 bilhões por ano aos gastos do governo” – mas também arrefece os ânimos de quem pretende investir e gerar emprego no país”.
A CNI defende que o país precisa dar um passo fundamental para a mitigação de riscos, envolvendo regras claras de responsabilidade fiscal associadas a estímulos para setores estratégicos, como a indústria e o agronegócio. Para isso, diz a nota, é preciso que haja “convergência entre o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Judiciário, somada à participação dos governos estaduais e municipais”.
Ricardo Alban destacou ainda que “não se trata de retomar um modelo estatizante ou de abandonar o ajuste fiscal, mas sim de encontrar um ponto de equilíbrio em que a responsabilidade orçamentária coexista com a promoção do desenvolvimento”. Ele vê o desafio de harmonizar políticas monetárias e fiscais para que não inviabilizem as conquistas alcançadas pela indústria até meados de 2024.
Em várias postagens na rede social X no final de 2024, a CNI vinha fazendo críticas à taxa de juros e classificou a alta da Selic como “incompreensível e totalmente injustificada”. “Moeda americana nas alturas e Selic elevada vão na contramão do desenvolvimento, contribuindo decisivamente para a perda do poder aquisitivo da sociedade”, alertou a CNI.
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