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Plano de Segurança Alimentar prevê saída do país do Mapa da Fome até 2026

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Entre as estratégias previstas estão a entrega de alimentos em comunidades indígenas da Amazônia, atenção à população de rua e atuação para reduzir o preço dos alimentos

A segurança alimentar está no centro das políticas públicas do governo Lula

O III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025-2027, que foi publicado na quarta-feira (05) no Diário Oficial da União (DOU), projeta que o Brasil deixará o Mapa da Fome, da Organização das Nações Unidas (ONU), até 2026. O documento reforça o compromisso do governo federal no combate à desnutrição e à insegurança alimentar.

A proposta foi aprovada por unanimidade pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) na segunda quinzena de fevereiro. O III Plansan define 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.

ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, destacou que o documento representa um marco para garantir alimentação adequada para todos os brasileiros. “É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, disse.

Em entrevista ao podcast No Fala MDS, a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Valéria Burity, explicou a importância do plano e quais são as diretrizes.

“Nesse plano, a gente mapeia as ações que o governo federal já tem em relação à segurança alimentar e nutricional e visa estratégias para integrar essas ações, tornando-as mais efetivas. O Plano tem a função de direcionar, mobilizar o governo para alcançar públicos e territórios que têm ou sofrem com alguma situação de insegurança alimentar de uma maneira mais grave do que outros públicos, outros territórios”, ressaltou a secretária.

Além disso, Valéria Burity destacou os desafios desta pauta, que é uma das mais importantes para o país e foco da atual gestão do governo Lula. “O primeiro deles é como garantir que, de fato, a gente continue envidando esforços para superar a fome no nosso país. A gente não pode admitir nem que um percentual pequeno passe fome. Acho que uma pessoa passando fome já nos causa indignação”, completou.

Diretrizes

O III Plansan apresenta oito diretrizes estratégicas:

Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) com governança participativa e intersetorial;

Superação da fome por meio de acesso à renda e políticas públicas;
Garantia de acesso à terra e à água;

Sistemas alimentares resilientes diante das mudanças climáticas;

Fomento à produção de alimentos saudáveis por agricultores familiares e comunidades tradicionais;

Redução da má nutrição e ampliação da alimentação adequada e saudável;
Garantia do direito humano à alimentação adequada para populações vulnerabilizadas, combatendo desigualdades;

Cooperação internacional com base no Direito Humano à Alimentação Adequada.

Com informações do PT Org

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