Chanceler brasileiro é visto como peça-chave no diálogo com Washington após telefonema entre Lula e Donald Trump
Uma das principais estratégias do governo Luiz Inácio Lula da Silva para reaproximar o Brasil dos Estados Unidos passa pela relação pessoal e diplomática do chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. O ministro das Relações Exteriores é considerado em Brasília uma ponte confiável para negociar com a gestão de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, especialmente após o recente aumento de tarifas imposto à exportação brasileira.
Segundo reportagem publicada pela Coluna do Estadão, auxiliares de Lula avaliam que o vínculo entre Vieira e Rubio foi fortalecido durante uma reunião reservada realizada em julho, pouco depois de Trump anunciar o chamado “tarifaço” e fazer críticas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Fontes do Planalto entendem que o encontro só ocorreu devido ao nível de confiança estabelecido entre os dois diplomatas.Play Video
A avaliação interna do governo brasileiro é de que Rubio, apesar de seu histórico conservador e de ter sido escolhido pessoalmente por Trump, é visto como um interlocutor “profissional”, disposto a seguir as orientações da Casa Branca e a manter um canal diplomático aberto com o Brasil.
O telefonema entre Lula e Trump, ocorrido na segunda-feira, 6, foi considerado um passo importante para restabelecer o diálogo direto entre os dois países. Ainda assim, o Palácio do Planalto reconhece que o processo de reconstrução da confiança mútua será longo e exigirá gestos de ambos os lados.
Celso Amorim minimiza possíveis tensões
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, ex-chanceler e figura próxima a Lula, afirmou que a nomeação de Rubio não preocupa o governo brasileiro. “Não preocupa”, declarou Amorim ao Estadão. A fala foi interpretada como um sinal de que o Planalto pretende conduzir as tratativas com serenidade, evitando polêmicas públicas com Washington.
O papel do STF e a influência de Trump
No Supremo Tribunal Federal, há quem veja a escolha de Marco Rubio com cautela, já que o americano chegou a criticar nominalmente o ministro Alexandre de Moraes após a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Ainda assim, integrantes da Corte destacam que a palavra final sobre sanções e tarifas recairá sobre Trump, que tem mostrado disposição em negociar.
Apesar das críticas anteriores ao governo brasileiro, o presidente dos Estados Unidos tem adotado um tom mais pragmático em suas últimas declarações sobre o país, o que é interpretado em Brasília como um sinal positivo. A expectativa é de que, com a intermediação de Mauro Vieira e o canal direto entre Lula e Trump, o diálogo comercial entre os dois países possa avançar de forma gradual e estratégica.
Com informações do Brasil 247
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