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Quatorze senadores da base governista assinam documento contra ato pela democracia

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente do Brasil. Foto: reprodução

Nesta segunda (8), os ataques golpistas ocorridos na Praça dos Três Poderes, em Brasília, completam um ano. Em razão disso, o governo Lula (PT) organizou um evento para esta tarde em memória da importância da democracia.

A iniciativa, contudo, foi repudiada por um grupo de trinta senadores, incluindo 14 parlamentares vinculados a partidos que compõem a base do governo no Senado: PP (5), União Brasil (4), Republicanos (4) e PSD (1). Esses partidos lideram sete ministérios conjuntamente.

Na manifestação, os congressistas declaram condenar os ataques ocorridos no início do ano passado, mas ressaltam que houve falhas na gestão do presidente em conter a depredação pública. Dentro desse contexto, eles apontam abusos de poder supostamente cometidos pelo Executivo, o que justifica a recusa ao convite do presidente para esta segunda-feira.

Bolsonaristas caminham do acampamento do QG do Exército até a Praça dos 3 Poderes. Foto: Sergio Lima/Poder360

“Observar as deficiências do governo federal em conter esses atos é motivo de preocupação e suscita sérias dúvidas sobre a eficácia das medidas adotadas, as quais podem ser interpretadas como uma lacuna na habilidade do governo em antecipar e lidar com situações de potencial desestabilização, comprometendo não apenas a segurança pública, mas também a credibilidade das instituições encarregadas de garantir a ordem e a paz social”, destaca um trecho do documento.

No texto, os senadores relembram uma declaração do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) em 23 de novembro, na qual afirmou a jornalistas que “nenhuma instituição tem o monopólio da defesa da democracia no Brasil”. Essa frase é utilizada para argumentar que nenhum poder isoladamente é responsável pela defesa da democracia, uma alusão ao evento organizado pelo Executivo.

Além dos parlamentares de partidos adversários ao governo, também assinaram o documento membros de siglas da base que votam com a oposição. Entre eles estão: Ciro Nogueira (PP), Tereza Cristina (PP), Mecias de Jesus (Republicanos), Alan Rick (União), Cleitinho (Republicanos), Damares Alves (Republicanos), Dr. Hiran (PP), Esperidião Amin (PP), Hamilton Mourão (Republicanos), Jayme Campos (União), Luiz Carlos Heinze (PP), Márcio Bittar (União), Nelsinho Trad (PSD) e Sergio Moro (União).

Esses senadores representam partidos que ocupam cargos no primeiro escalão do Planalto. No caso do União Brasil, Celso Sabino (Turismo) e Juscelino Filho (Comunicações) lideram ministérios. O PSD, por sua vez, tem três pastas comandadas por Carlos Fávaro (Agricultura), Pesca (André de Paula) e Minas e Energia (Alexandre Silveira). O Republicanos e o PP possuem um ministério cada, sendo Portos e Aeroportos, liderado por Silvio Costa Filho, e Esportes, comandado por André Fufuca, respectivamente.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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