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PF prende Valdemar Costa Neto em flagrante por posse ilegal de arma de fogo

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Arma encontrada no endereço do presidente do PL estava com a documentação vencida e registrada no nome de seu filho

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Na manhã desta quinta-feira (8), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi detido em flagrante em Brasília por posse irregular de arma de fogo. Por volta das 11h10 o político já estava na sede da Polícia Federal para os procedimentos relacionados ao flagrante. No entanto, ainda não está claro se ele permanecerá sob custódia ou será liberado após prestar esclarecimentos às autoridades.

De acordo com Camila Bomfim, do g1, a arma encontrada no endereço de Valdemar estava com a documentação vencida e registrada no nome do filho do político. O flagrante ocorreu enquanto agentes da Polícia Federal realizavam buscas em uma das residências de Valdemar Costa Neto no contexto da operação Tempus Veritatis. Esta operação investiga o suposto envolvimento de Jair Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores na elaboração de um plano golpista durante o período das eleições de 2022.

Nota da Polícia Federal – A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8/2) a Operação Tempus Veritatis para apurar organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente da República no poder.

Estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas. Policiais federais cumprem as medidas judiciais, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Nesta fase, as apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas Eleições Presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital.

O primeiro eixo consistiu na construção e propagação da versão de fraude nas Eleições de 2022, por meio da disseminação falaciosa de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação, discurso reiterado pelos investigados desde 2019 e que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno do pleito em 2022.

O segundo eixo de atuação consistiu na prática de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, através de um golpe de Estado, com apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais no ambiente politicamente sensível.

O Exército Brasileiro acompanha o cumprimento de alguns mandados, em apoio à Polícia Federal.

Com informações do Correio Braziliense

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