Após fala agressiva de Trump, ministro da Fazenda afirma que o Brasil negocia com diversos blocos sem abrir mão de parcerias globais
247 – Em meio às crescentes tensões provocadas por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os países do Brics, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (8) que o governo brasileiro está conduzindo negociações com os EUA para um acordo bilateral. As informações são do Infomoney.
A movimentação do Planalto ocorre após Trump ameaçar, aplicar uma tarifa extra de 10% aos países considerados “alinhados” ao BRICS — bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo o presidente estadunidense, essas nações estariam promovendo “políticas antiamericanas”, o que justificaria uma retaliação econômica direta. A ameaça gerou reações imediatas em Brasília, tanto no Executivo quanto entre diplomatas.
Ao comentar o assunto com jornalistas na chegada ao Ministério da Fazenda, Fernando Haddad enfatizou que há uma frente técnica trabalhando diretamente nas tratativas. “Tem uma equipe do presidente Lula sentada à mesa com o governo americano tratando do nosso acordo bilateral. Então, nós estamos focados no trabalho técnico que está sendo feito por eles”, afirmou.
As falas de Donald Trump repercutiram também no Palácio do Planalto. Na segunda-feira (7), durante o encerramento da Cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente o comportamento do presidente dos EUA. “Não acho uma coisa muito responsável e séria um presidente dos Estados Unidos ficar ameaçando o mundo pela internet. O mundo mudou, não queremos imperador”, disparou.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que “Os EUA só têm a ganhar com o Brasil. Nós somos um parceiro muito importante. Defendemos o diálogo e o fortalecimento do comércio recíproco”, pontuou.
Diante da tensão, Fernando Haddad reafirmou o compromisso do Brasil com uma política de abertura e relações comerciais amplas. “Estamos fechando um acordo com a União Europeia, com países do Oriente Médio, com membros e não membros do Brics. O Brasil tem relações com o mundo inteiro. Nós não podemos, pela escala da economia brasileira, prescindir dessas parcerias”, argumentou.
O ministro também criticou o protecionismo e a tendência de priorizar certos blocos em detrimento de outros. Segundo ele, essa postura acaba por comprometer o próprio comércio global. “Favorecer um grupo econômico em detrimento de outros prejudica o equilíbrio do comércio internacional”, concluiu.
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