Audiências no STF ocorrem em julho e envolvem militares e agentes acusados de planejar ataques e disseminar mentiras sobre as eleições de 2022
247 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para este mês as audiências com testemunhas dos núcleos 3 e 4 da ação penal que investiga a existência de uma organização criminosa formada para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder. As informações são da g1.
Esses dois núcleos fazem parte de um total de cinco grupos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em março deste ano. Ao todo, a acusação envolve o ex-presidente e outras 33 pessoas, entre militares da ativa e da reserva, civis e agentes públicos. A PGR os acusa de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e formação de organização criminosa.Play Video
As oitivas das testemunhas do núcleo 4, responsável pela disseminação de desinformação sobre as urnas eletrônicas e o processo eleitoral, estão marcadas para os dias 14 a 16 de julho. Já as do núcleo 3, composto por militares que, segundo a Polícia Federal, planejavam ações táticas contra o novo governo, ocorrerão entre os dias 21 e 23 de julho.
Entre os alvos da investigação do núcleo 3 estão integrantes das chamadas “forças especiais” — conhecidas como “kids pretos” — formadas por militares especializados em operações de alta complexidade. A PF identificou que o grupo teria elaborado um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que visava o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e de seu vice, Geraldo Alckmin, em 15 de dezembro de 2022, antes da posse.
Fazem parte desse núcleo nomes de peso das Forças Armadas e da Polícia Federal, como o general Estevam Gaspar de Oliveira, o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo e o agente federal Wladimir Matos Soares.
Já o núcleo 4 reúne acusados de disseminar informações falsas com o objetivo de minar a confiança pública nas eleições. Entre os denunciados estão o capitão reformado Ailton Barros, o engenheiro Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, e o ex-integrante da Abin Marcelo Araújo Bormevet.
A PGR afirma que o núcleo central da suposta trama era liderado por Bolsonaro e seu então candidato a vice-presidente, Braga Netto. De acordo com a denúncia, havia uma atuação coordenada entre os núcleos para impedir o cumprimento do resultado das urnas em 2022.
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