Nova resolução do PT diz que governadores de oposição criam obstáculos em áreas estratégicas e integram ofensiva da direita contra governo
O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou resolução em que atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva papel central no reposicionamento do Brasil no cenário global e acusa governadores, especialmente o de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de promover sabotagem sistemática às ações do governo federal e alimentar tensões políticas internas.
O documento, aprovado pelo Diretório Nacional, afirma que Lula recolocou o Brasil no centro das discussões internacionais e cita avanços em encontros na ONU, no G20, na COP30 e no Brics.
Ao mesmo tempo, o partido acusa governadores de oposição de criarem obstáculos à execução de políticas federais em áreas estratégicas — movimento que, segundo a sigla, integra a ofensiva da direita para limitar a capacidade de ação do governo.Play Video
“Além do alinhamento global, setores da direita brasileira, especialmente governadores, vêm atuando para sabotar políticas do governo Lula, criando obstáculos à ação federativa em áreas estratégicas como segurança pública, infraestrutura, educação e políticas sociais”, diz o texto aprovado no fim de semana.
A resolução acrescenta: “Entre eles, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se destaca como principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista, transformando São Paulo em laboratório da redução radical do papel do Estado, da entrega de bens públicos e do enfrentamento ideológico ao governo federal”.
Embora citado na resolução, Tarcísio não é pré-candidato ao Planalto, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para disputar a Presidência em 2026.
O diretório petista também afirma que a vitória do presidente norte-americano, Donald Trump, e o avanço da extrema direita no mundo criaram um ambiente hostil à democracia. Segundo o PT, o bolsonarismo segue articulado com redes internacionais ligadas ao chefe da Casa Branca, e haverá interferência externa nas eleições.
“Não haverá eleição sem interferência externa, como ocorreu com o tarifaço e com a pressão norte-americana pela não regulação das big techs, incluindo ameaças inaceitáveis contra ministros da Suprema Corte e membros do governo. A disputa geopolítica condiciona a disputa interna, e o PT deve estar preparado para enfrentar tentativas de desestabilização e manipulação digital de larga escala”, destaca o documento.
Eleições
O PT passou o mês passado elaborando um diagnóstico de palanques estaduais para mapear o melhor cenário eleitoral, conforme mostrou o Metrópoles.
A prioridade do partido é a reeleição do presidente Lula. Mas a sigla também articula alianças nos estados para ampliar a presença — e a de aliados — no Congresso Nacional, especialmente no Senado. A resolução aprovada reforça essa diretriz.
“O Senado, em particular, deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas, tornando imprescindível que o PT dispute com força essas vagas em cada Estado, integrando a tática nacional com a dinâmica local de alianças e mobilização social”, diz a resolução.
Com informações do Metrópoles
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