A Polícia Federal concluiu inquérito nos casos e a PGR analisa as provas para decidir de denuncia, pede mais diligências ou arquiva
A Procuradoria-Geral da República (PGR) trabalha para se manifestar em relação ao caso das joias sauditas recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sobre o chamado inquérito da “Abin paralela”. A Polícia Federal concluiu os inquéritos em ambos os casos, e a PGR pretende apresentar uma conclusão ou ainda no fim de 2025 ou no início de 2026.
No caso das joias, PF indiciou Jair Bolsonaro (PL) mais 11 pessoas. Nesse caso, é apurada a venda ilegal no exterior de joias recebidas durante o mandato presidencial. O relatório final da investigação foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda parecer.
A PF concluiu que houve crime de peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e advocacia criminosa. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, agora pode optar por apresentar denúncia, pedir novas diligências ou solicitar o arquivamento do caso. Se optar pela denúncia, o STF julga de torna réus e abre ação penal contra os denunciados.Play Video
O caso das joias sauditas
- Bolsonaro, o então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; José Roberto Bueno Jr.; Júlio Cesar Vieira Gomes; Marcelo da Silva Vieira, Marcos Soeiro e Mauro Cesar Cid, foram indiciados pela PF por peculato, que significa “apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio”.
- Os advogados Fabio Wajngarten e Frederick Wassef; Bolsonaro; Mauro Cesar Cid e o pai dele, Lourena Cid, e outros estão na lista dos indiciados por lavagem de dinheiro e pela prática do crime de associação criminosa.
- O ex-chefe da Receita Federal Julio Cesar Vieira Gomes está na lista de indiciados por ter cometido, no entendimento da PF, advocacia administrativa.
- O documento com o indiciamento foi encaminhado ao STF, ainda em 2024. Moraes analisou e remeteu à PGR para manifestação.
R$ 5 milhões
A Polícia Federal abriu inquérito, em 2023, para investigar as tentativas do governo Bolsonaro (PL) de entrar ilegalmente com joias da Arábia Saudita no Brasil. Os objetos foram avaliados em R$ 5 milhões.
O estojo de joias – com anel, colar, relógio e brincos de diamante, oriundos da Arábia Saudita – estava retido na Receita Federal, em São Paulo, e foi entregue à PF em 5 de abril.
O estojo foi apreendido no Aeroporto de Guarulhos, ainda em 2021, quando as peças chegaram ao Brasil na mochila do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Depois, descobriu-se que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou outros dois presentes da Arábia: o primeiro, o próprio mandátario recebeu em 2019; o segundo presente veio com o estojo apreendido, mas passou incólume pela fiscalização da Receita.
“Abin Paralela”
No caso da chamada “Abin Paralela”, a PF concluiu o inquérito em junho de 2025. Esse apura a existência de uma organização criminosa voltada ao monitoramento ilegal de autoridades públicas e à produção de notícias falsas, utilizando-se de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Nesse investigação, a PGR também dirá se apresenta denúncia, pede novas diligências ou arquiva. Porém, já houve sinalização anterior de Paulo Gonet que as imputações no caso do golpe, que condenou Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão além do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem (PL), não devem se repetir no caso da Abin Paralela. Muito dessa investigação embasou a Ação Penal 2.668.
A possibilidade é que seja considerado “desvio gravíssimo de finalidade” do uso da Abin. No caso, a PF viu ligação entre servidores públicos envolvidos nos casos da tentativa de golpe e da “Abin Paralela” por semelhança de procedimentos.
Estrutura da Abin
A Polícia Federal destacou ao STF, ainda em 2025, que “os elementos de prova colhidos durante a fase ostensiva da presente investigação poderão subsidiar as apurações relativas à constituição criminosa de uma estrutura de inteligência paralela dentro da Abin”.
O documento, assinado pelo delegado Fabio Alvarez Shor, ressalta que a investigação conduzida nos autos da Petição nº 12.100/DF, que apura uma tentativa de golpe de Estado, que previa um plano que supostamente incluiria os assassinatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então presidente eleito, de seu vice, Geraldo Alckimn (PSB), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, identificou a participação de servidores lotados na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Segundo a investigação, eles atuaram com a finalidade de disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro e assessorar o então presidente Jair Bolsonaro (PL) com estratégias de ataques às instituições democráticas, ao Poder Judiciário e a seus respectivos membros.
Shor alegou que a mesma investigação demonstrou que “vários servidores policiais federais atuaram, dentro da divisão de tarefas estabelecida pelo grupo criminoso, para desenvolver ações voltadas a desestabilizar o Estado Democrático de Direito”. Diz ainda que “tais fatos podem acarretar na responsabilização na esfera administrativa-disciplinar”. Assim, o delegado pede o compartilhamento.
Assim como no caso das joias, a denúncia formal da PGR é um passo necessário para que o caso possa ir a julgamento no STF.
Com informações do Metrópoles
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
- Lula manda mensagem aos empresários: “Investir em educação é apostar no futuro da empresa, dos profissionais e do País”
- Trump diz que Cuba “vai cair em breve”
- ‘Em eleições não se escolhe adversários, mas sim aliados’, diz Lula
- “Pessoas vão morrer”, diz Trump sobre possível retaliação do Irã aos Estados Unidos
- Irã lança mísseis contra o coração de Tel Aviv