Início Inflação Governo Lula espera que inflação do primeiro ano fique dentro da meta
Inflação

Governo Lula espera que inflação do primeiro ano fique dentro da meta

Compartilhar
Compartilhar

Equipe econômica do presidente Lula projeta que, pela primeira vez desde 2020, a inflação fique dentro da meta estipulada, abaixo de 4,75%

Nesta quinta-feira (11/1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o último mês de 2023, permitindo o cálculo da inflação oficial do país do ano passado (de janeiro a dezembro).

O governo Lula (PT) e o mercado esperam que a inflação do primeiro ano de mandato fique dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2023, o centro da meta estipulado é 3,25%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,75% e 4,75%. Caso a expectativa se confirme, esta será a primeira vez, desde 2020, que a inflação ficará sob controle.

Em 2023, a inflação no Brasil arrefeceu, o que abriu espaço para a queda da taxa básica de juros (Selic) — que hoje está em 11,75% ao ano. Em novembro, o IPCA ficou em 0,28%, de acordo com o IBGE. Puxado pelos preços das passagens aéreas, o resultado do mês mostra que a inflação acelerou em relação a outubro, quando foi de 0,24%.

No acumulado de 12 meses, até novembro, a inflação oficial do país foi de 4,68%. No ano, a inflação acumulada é de 4,04%.

No início de 2023, a maioria dos analistas do mercado estimava que o país encerraria o ano com uma inflação ao redor de 5,5%, acima da meta e do patamar atual.

De acordo com a última edição do Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado na última segunda-feira (8/1), o mercado projeta que a inflação termine 2023 em 4,47%, abaixo do teto da meta definida pelo CMN.

A meta é um nível “desejável” de inflação anual, definido com dois anos de antecedência pelo Conselho Monetário Nacional, ligado ao Banco Central.

O que acontece se a meta é descumprida?

A consequência direta do descumprimento da meta é a exigência de explicações por parte do Banco Central, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda. Além disso, o descumprimento da meta também coloca em cheque a confiança dos investidores.

Caso a meta seja estourada como aconteceu recentemente nos anos de 2021 e 2022 o presidente do BC, no caso, Roberto Campos Neto, precisa explicar os motivos que explicam seu descumprimento e indicar medidas que serão adotadas para assegurar que a inflação volte aos limites estabelecidos, além do prazo que se espera que as providências surtam efeitos.

Em geral, a solução envolve um aperto da política monetária, com alta dos juros.

Em 2022, por exemplo, em carta endereçada ao então ministro da Economia, Paulo Guedes, Campos Neto justificou que a pandemia da Covid-19 e a crise hídrica foram as principais causadoras das altas dos preços.

Com informações do Portal Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um Comentário

Deixe uma resposta

Artigos Relacionados

Prévia da inflação desacelera a 0,20% em janeiro, diz IBGE

A prévia da inflação oficial registrou variação de 0,20% em janeiro, indicando...

Chance de inflação ultrapassar teto da meta em 2025 chega a 71%, aponta Banco Central

Relatório de Política Monetária mostra maior risco de inflação acima do limite...

Inflação de agosto apresenta queda de 0,11% em 2025, diz IBGE

IPCA ficou em -0,11%, primeira deflação mensal após sete meses de alta...

Mercado reduz expectativas de inflação para 5,05% em 2025

Revisão para baixo do IPCA se mantém há 11 semanas, diz BC...