Presidente afirma que quadrilha foi formada em 2019, critica “pirotecnia” nas investigações e diz que ressarcimento depende da apuração total das fraudes
247 – Em entrevista coletiva neste sábado (10), durante o último dia de sua viagem à Rússia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justificou a demora do governo em apresentar respostas mais contundentes sobre a crise das fraudes no INSS. Segundo ele, o objetivo foi evitar “pirotecnia” que pudesse prejudicar a efetividade das investigações. As declarações foram feitas após questionamentos da imprensa sobre a atuação do governo diante dos descontos fraudulentos em benefícios previdenciários e a reparação às vítimas. As informações são do jornal O Globo.
“Tanto a Controladoria-Geral da União quanto a Polícia Federal foram a fundo para chegar no coração da quadrilha. Se tivesse feito um carnaval um ano atrás, possivelmente teria parado no carnaval, como acontece em todas as denúncias. Você faz um show de pirotecnia em uma semana, na outra semana sai da pirotecnia e esquece”, afirmou Lula.Play Video
A crise no INSS se intensificou após uma operação da Polícia Federal, deflagrada no mês passado, revelar um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Pressionado por críticas da oposição, que cita dados da CGU indicando um aumento no número de denúncias durante seu governo, Lula rebateu dizendo que o esquema fraudulento começou na gestão anterior. “Nós resolvemos desmontar uma quadrilha que foi criada em 2019. E vocês sabem quem governava o Brasil em 2019”, disse, em alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sobre o ressarcimento das vítimas, o presidente declarou que o governo ainda precisa dimensionar a abrangência da fraude antes de tomar decisões sobre a devolução dos valores. “Devolver ou não vai depender de você constatar a quantidade de pessoas que foram enganadas. A quantidade de pessoas que teve o seu nome em uma lista sem que eles tivessem assinado. Porque aqueles que assinaram, sabe, autorizaram”, explicou.
Lula classificou o golpe como “um assalto a aposentados e pensionistas” e destacou a gravidade do crime por atingir diretamente os cidadãos. “O que eu acho mais grave: eles não foram no cofre do INSS, eles foram no bolso do povo. Isso nos deixa mais revoltados e por isso vamos a fundo para saber quem é quem nesse jogo e se tinha alguém do governo passado envolvido nisso. Não tenho pressa”, concluiu.
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