Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira em seu twitter a recriação do Ministério das Comunicações. O ministro do centrão que assumirá a pasta é o deputado Fábio Faria (PSD-RN).
Bolsonaro desmembrou a pasta da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, transformando-a em duas. Assim, a partir desse desmembramento, ele pôde negociar a pasta com o deputado do centrão.
Durante a campanha em 2018, prometeu que teria, no máximo, 15 ministérios, mas com essa arrumação para tentar barrar o seu impeachment e numa cada vez mais possível votação de seu impeachment, barrar a degola.
Mas a coisa não para por aí. Nessa fase de Bolsonaro toma lá, dá cá, aqui e acolá, o presidente pretende recriar também o Ministério da Segurança Pública, chutando o balde de suas promessas.
Lembrando que o centrão emplacou integrantes em outros cargos do governo Bolsonaro, principalmente a joia da coroa, a diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que controla a bagatela de R$ 50 bilhões. Sim, é essa grana que Bolsonaro entregou para o controle do PL para pintar e bordar.
Aos progressistas, antigo PP, do qual foi filiado durante anos, Bolsonaro entregou o Departamento Nacional de Obras contra as Secas, cujo orçamento é de R$ 1 bilhão.
Bolsonaro, que sempre criticou o “é dando que se recebe”, trombeteando que faria um ministério técnico, mostra-se um negociante típico das velhas raposas da política que, aliás, sempre se deu muito bem no baixo clero.
Por isso, Bolsonaro assumiu o figurino de Silvio Santos e, agora, está diretamente tocando o seu próprio programa, tendo o quadro “quem quer dinheiro?”, o que está dando mais ibope no submundo político do centrão.
*Carlos Henrique Machado Freitas
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