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Brasil registra safra recorde de 350 milhões de toneladas

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Conab aponta crescimento de 16,3% na safra, com soja e milho à frente

O Brasil alcançou um feito histórico na agricultura ao colher 350,2 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados pela Agência Gov nesta quinta-feira (11). O resultado representa um aumento de 16,3% em relação ao ciclo anterior e supera o recorde de 324,3 milhões de toneladas registrado em 2022/23.

De acordo com o 12º Levantamento da Conab, o desempenho foi impulsionado pela ampliação da área cultivada, que passou de 79,9 para 81,7 milhões de hectares, além de condições climáticas favoráveis, sobretudo no Centro-Oeste. O ganho médio de produtividade também surpreendeu, com crescimento de 13,7%, chegando a 4.284 kg por hectare.

Soja alcança produção histórica

A soja consolidou sua posição como principal cultura do país, alcançando 171,5 milhões de toneladas, 20,2 milhões a mais que no ciclo anterior. O rendimento médio nacional foi de 3.621 kg por hectare, o maior já registrado pela Conab.

Entre os estados produtores, Goiás teve a produtividade mais alta, com 4.183 kg/ha, enquanto o Rio Grande do Sul ficou abaixo da média nacional, impactado por temperaturas elevadas e chuvas irregulares.

Milho tem melhor resultado da história

As lavouras de milho também registraram produção recorde. Somando as três safras, o volume chegou a 139,7 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação à safra 2023/24.

A segunda safra respondeu pela maior parte da produção, com 112 milhões de toneladas, enquanto a primeira alcançou 24,9 milhões e a terceira está estimada em 2,7 milhões.

Algodão e arroz reforçam expansão agrícola

O algodão em pluma registrou novo recorde, com 4,1 milhões de toneladas, avanço de 9,7% sobre o ciclo anterior. Já o arroz somou 12,8 milhões de toneladas, crescimento de 20,6%, resultado favorecido pelo clima no Rio Grande do Sul, principal produtor.

O feijão manteve estabilidade, com 3,1 milhões de toneladas, assegurando o abastecimento interno. Já o trigo deve fechar com 7,5 milhões de toneladas, uma queda de 4,5% em relação ao ano anterior.

Avanços tecnológicos e mercado internacional

A Conab destacou o uso de sensoriamento remoto aliado a informações de campo para aprimorar a precisão das estimativas, especialmente da soja. A metodologia permite maior coerência espacial e reflete sinais de satélite que indicam o vigor vegetativo das lavouras.

No mercado, a soja deve manter protagonismo, com previsão de 106,25 milhões de toneladas exportadas e 57 milhões destinadas ao consumo interno. Os estoques de milho foram estimados em 12,8 milhões de toneladas, enquanto a soja deve encerrar o ciclo com 9,3 milhões em estoque.

Com Informações Brasil 247

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