
O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) pediu ao ministro da Justiça Sergio Moro, durante audiência na Câmara, que seja dada proteção a Fabrício Queiroz, acusado de ser intermediário num esquema de rachadinha que beneficiou o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República.
A rachadinha envolve a devolução de parte do salário do servidor de um gabinete ao parlamentar.
Jair, Flávio e Carlos Bolsonaro são suspeitos de terem se beneficiado do esquema.
Fontana também questionou Moro sobre a ausência de Adriano Magalhães da Nóbrega na lista de mais procurados do Ministério da Justiça.
Adriano, suspeito de envolvimento no esquema de rachadinha de Queiroz, empregou a mãe e a esposa no gabinete de Flávio Bolsonaro.
Ambas transferiram parte do salário para Queiroz.
Adriano foi morto domingo pela polícia com dois tiros, no interior da Bahia.
“Por que o Adriano não constava da lista de criminosos mais procurados do País? Mesmo ele circulando por outros estados? Será porque esta situação diz respeito à investigação das contas do Queiroz? Porque Adriano tinha conhecimento do esquema das ‘rachadinhas’ envolvendo a família presidencial, em que parte desse dinheiro acabou na conta da primeira dama?”, afirmou Fontana.
O parlamentar pediu que Moro dê proteção a Queiroz.
“Faço um apelo para que o senhor (ministro Moro) coloque o Queiroz no programa de proteção à testemunha. Ele pode ser morto a qualquer momento. Eu gostaria de saber o que ele tem para falar sobre o esquema da ‘rachadinha’ da família Bolsonaro”, disse.
Moro silenciou a respeito.
O deputado atacou Moro pelo fato de ter condenado o ex-presidente Lula e depois ter aceito cargo no governo do beneficiário da decisão, Jair Bolsonaro.
Também sugeriu que Moro, que defende a prisão em segunda instância, está agindo de forma açodada.
“Nós do PT queremos melhorar o sistema judicial do nosso País e combater a criminalidade, mas para mudar a Constituição tem que ter cuidado e responsabilidade, precisamos agilizar a justiça em todas as áreas, seja na civil, criminal e trabalhista. Ou alguém quer proteger devedor de impostos? Temos que ter segurança jurídica, para evitar, por exemplo, quem um juiz retire um candidato de uma eleição e depois aceite ser ministro do candidato que foi beneficiado”, afirmou.
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