Início ECONOMIA Banco do Brasil terá custo de R$ 5 bi com FGC após caso Master
ECONOMIA

Banco do Brasil terá custo de R$ 5 bi com FGC após caso Master

Compartilhar
Compartilhar

Antecipação de cinco anos de contribuições e aumento extraordinário elevam despesas. Bancos discutem com BC liberação de compulsórios para aliviar impacto no sistema

A recomposição do caixa do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após o caso envolvendo o Banco Master, terá impacto superior a R$ 5 bilhões para o Banco do Brasil. A estimativa foi apresentada pelo diretor financeiro da instituição, Geovanne Tobias, ao comentar os resultados do banco em 2025, nesta quinta-feira (12/2).

“Já foi decidido, no âmbito do FGC, a antecipação de cinco anos de contribuição. Isso, para o Banco do Brasil, fica em torno de R$ 5 bilhões. Além disso, vai ter um aumento na contribuição de 50% de forma extraordinária, que vai aumentar provavelmente uns R$ 450 milhões a R$ 500 milhões a mais nas despesas financeiras”, afirmou.

Segundo o executivo, o adiantamento das contribuições terá efeito patrimonial, uma vez que os recursos sairão da tesouraria do banco, reduzindo o potencial de ganhos atrelados à Selic sobre esse montante. 

Apesar do impacto nas despesas, Tobias defendeu a recapitalização do FGC. “Vamos buscar recompor essa liquidez o mais rápido possível, porque a existência do FGC é fundamental para garantir a solidez do sistema financeiro”, enfatizou. 

A quebra da instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro tende a produzir efeitos em cadeia sobre o sistema financeiro. A crise que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master e do Will Bank pode consumir cerca de 30% do caixa do FGC, estimado entre R$ 41 bilhões e R$ 47 bilhões, impondo custos adicionais aos grandes bancos.

Em novembro de 2025, o fundo acumulava R$ 125 bilhões em recursos destinados a cobrir depositantes em caso de intervenção ou quebra de instituições financeiras. Com os desembolsos recentes, a estimativa é que o caixa remanescente para novas coberturas fique em torno de R$ 78 bilhões.

Para reduzir o impacto financeiro sobre as instituições, os bancos discutem com o Banco Central a possibilidade de liberação de uma parcela dos depósitos compulsórios — recursos que as instituições são obrigadas a manter recolhidos junto ao BC como instrumento de segurança e política monetária.

A medida já foi adotada em momentos excepcionais, como durante a pandemia, quando parte desses valores foi liberada para ampliar a liquidez e estimular a economia.

Com informações do Correio Braziliense

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar
Artigos Relacionados

Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4), em votação unânime, o acordo...

Conflito no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás

O aprofundamento do conflito bélico no Oriente Médio pode alterar o mercado...

Economia brasileira cresce 2,3% em 2025, revela IBGE

A economia brasileira cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 na comparação...

Economia brasileira cresce 2,3% em 2025, revela IBGE

A economia brasileira cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 na comparação...