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Operação Dark Trader bloqueia R$ 1 bi em esquema ligado ao PCC

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Segundo as investigações, o esquema foi estruturado a partir de um grupo empresarial que distribuía produtos eletrônicos na capital paulista

Uma força-tarefa do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Polícia Civil e Secretaria da Fazenda e Planejamento deflagrou nesta quinta-feira (12/2) a Operação Dark Trader para desarticular um esquema de lavagem de capitais que movimentou ao menos R$ 1,1 bilhão em sete meses. O esquema teria ligação com uma organização criminosa chinesa e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação cumpriu três mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em São Paulo e Santa Catarina e resultou no bloqueio judicial de mais de R$ 1 bilhão em patrimônio.

A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), do MPSP, e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio da Secretaria da Fazenda. Ao todo, 143 agentes públicos participam da ação, entre 100 policiais civis, 20 auditores fiscais e dois promotores de Justiça. Autoridades da força-tarefa participarão de uma coletiva de imprensa na sede do Deic para detalhar a investigação.

Segundo as investigações, o esquema de lavagem de capitais e ocultação patrimonial foi estruturado a partir de um grupo empresarial que distribuía produtos eletrônicos na capital paulista, com atuação nacional. A organização utilizava empresas de fachada e sócios fictícios para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento dos recursos.

De acordo com as apurações, as vendas eram realizadas por uma empresa principal do grupo, com redirecionamento dos pagamentos para empresas fictícias e emissão de notas fiscais frias por terceiros. Os valores eram concentrados em contas bancárias e, posteriormente, pulverizados em contas de terceiros e de pessoas usadas como “laranjas”, por meio de engenharia financeira voltada a fragmentar os recursos.

A Justiça determinou o sequestro de imóveis de alto valor, veículos de luxo, aplicações financeiras e dezenas de contas bancárias. Ao todo, 18 pessoas e 14 empresas são investigadas, além de 36 contas bancárias monitoradas e bloqueadas.

As investigações apontam que o líder da organização coordenava o envio de valores a empresas fictícias e a emissão de notas fiscais frias, com apoio de contadores ligados ao grupo. Há ainda uma coordenadora e integrantes responsáveis por operações comerciais simuladas em nome das empresas de fachada.

Com informações do Correio Braziliense

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