Para Maia, é importante ter ‘um sistema que aumente a responsabilidade do Parlamento’
POLÍTICA
Maia defende que Bolsonaro termine mandato: é o respeito ao processo democrático
Para Maia, é importante ter ‘um sistema que aumente a responsabilidade do Parlamento’
Estadão Conteúdopostado em 10/06/2020 18:57 / atualizado em 10/06/2020 20:41

Com mais de 40 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro na gaveta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é favorável a que o chefe de Estado termine seu mandato. Para o presidente da Câmara, é preciso comprimir o processo democrático que elegeu Bolsonaro.
“Única coisa que ele (Bolsonaro) precisa é respeitar as instituições democráticas do sistema que levou ele à presidência da República. Só esse cuidado que precisa ter.” Em entrevista à jornalista Leda Nagle, Continua depois da publicidade
Maia afirmou também que é
preciso priorizar o combate à pandemia em detrimento de conflitos políticos, que devem ficar para “um segundo momento”.
“O impeachment é um julgamento político, não é um julgamento jurídico”, disse.
Apesar de o presidente ter comparecido a manifestações com apelos antidemocráticos, que pediam o fechamento do Congresso, por exemplo, Maia opinou que Bolsonaro não tem desrespeitado as instituições. Ele, contudo, concorda que a presença do presidente nestes atos foram “sinalizações muito ruins”.
“Ele (Bolsonaro) está respeitando as instituições. Na vocalização, às vezes ele dá uma sinalização dúbia, mas na prática de forma nenhuma tem desrespeitado as instituições”, ponderou.
Articulação
O presidente da Câmara destacou ainda que Bolsonaro abdicou de uma articulação com o Parlamento no início da gestão. Na falta de uma base do governo, segundo Maia, o Parlamento foi obrigado a organizar a pauta da Casa. Isso foi um fator que permitiu ao Congresso recuperar certa “responsabilidade”. Ele citou como exemplo a aprovação do orçamento impositivo.
Para Maia, é importante ter “um sistema que aumente a responsabilidade do Parlamento”. O deputado opinou também que a recente aproximação do governo com o Centrão, embasada na troca de cargos por apoio, deveria ter ocorrido de forma mais transparente. “O que eu acho que faltou nessa aproximação é uma reunião do presidente com os líderes e presidentes desses partidos para informar a sociedade de forma transparente”, acrescentou.
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