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Em Roma, Lula participa da abertura do Fórum Internacional da Alimentação

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Evento celebra os 80 anos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta segunda-feira (13) da abertura do Fórum Mundial da Alimentação da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma. O evento celebra o 80º aniversário da organização. 

Lula deve discursar no final da cerimônia e, em seguida, terá um encontro bilateral com o diretor-geral da FAO, o chinês Qu Dongyu. Foi ele quem convidou o presidente brasileiro para participar dos eventos da Semana Mundial da Alimentação, na capital italiana, quando se falaram em julho passado, após a publicação do relatório sobre o Estado Mundial da Segurança Alimentar e Nutricional (SOF), que constatou a saída do Brasil do Mapa da Fome

O presidente ainda vai participar da segunda reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa lançada pelo Brasil durante sua presidência no G20, o grupo que reúne as 20 maiores economias do planeta.

A última agenda de Lula em Roma será a inauguração do Mecanismo de Apoio à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que terá um escritório na sede da FAO, para abrigar a secretaria operativa da iniciativa. 

Em coletiva de imprensa em Brasília, o chefe da coordenação-geral de segurança alimentar e nutricional do Itamaraty, embaixador Saulo Arantes Ceolin, explicou que toda a gestão da aliança vem sendo tocada no último ano pelo próprio governo brasileiro, e que o espaço que será inaugurado na FAO vai permitir a instalação de um secretariado que já teve o processo de seleção concluído. 

“Finalmente, conseguimos concluir todos os processos de seleção internacional, que seguiram os padrões das Nações Unidas. O secretariado está pronto para começar a ser instalado formalmente e iniciar suas atividades”, disse o diplomata.

Ceolin afirmou ainda que os primeiros resultados da aliança serão apresentados na reunião de líderes, prevista para ocorrer no dia 3 de novembro, em Doha, no Qatar, prévia à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Social. 

“A ideia era que todas as reuniões da aliança acontecessem sempre em conjunto com alguma outra reunião internacional para aproveitar a presença dos parceiros”, explicou.

Segundo o Itamaraty, as representações diplomáticas do Brasil e Itália têm feito gestões para um possível encontro bilateral entre Lula e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, no entanto, não há confirmação da agenda. 

Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

O embaixador Saulo Ceolin explicou que, sob liderança do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, que também preside o Conselho de Campeões, a aliança tem trabalhado intensamente na Iniciativa de Implementação Acelerada. 

Essa estratégia consiste na implementação rápida de medidas, direcionadas inicialmente a 13 países, dos quais, seis já estão com planos finalizados, endossados pelos governos e recebendo apoio, sendo eles, Etiópia, Haiti, Quênia, Palestina, Ruanda e Zâmbia.

“Os temas principais são os que a gente considera desde o início, que são as grandes áreas de atuação da aliança: os planos na área de alimentação escolar no Cambodja e na Indonésia, programas de transferência de renda no Haiti, Zâmbia e Palestina, nutrição materna infantil em Bangladesh, Moçambique e Tanzânia e apoio à agricultura familiar no Benim, Etiópia, Ruanda e República Dominicana”, explicou Ceolin. 

“O que a gente tem feito é colocar todos esses parceiros potenciais para sentarem juntos, conversarem e juntar tudo isso que eles têm para oferecer para focar nesses planos. Alguns países têm recursos domésticos significativos e gostariam de aprender com os países que já implementaram políticas semelhantes, ou ter algum tipo de assessoria”, completou o diplomata. Os demais integrantes são agências, programas da ONU, fundações filantrópicas, ONGs internacionais e universidades.

“O fato de [a aliança] ter quase 200 membros, incluindo 103 países, é um número significativo, especialmente por se tratar de uma iniciativa voluntária e pelo pouco tempo desde o lançamento”, celebrou Ceolin.

*Com informações do Brasil 247

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