Humberto Costa e Paulo Paim criticaram medida defendida pelo economista Armínio Fraga. Para eles, caminho correto seria o debate sobre benefícios concedidos ao “andar de cima”

O senador e presidente do PT, Humberto Costa
Os senadores Humberto Costa (PE), presidente do PT, e Paulo Paim (PT-RS) rebateram a tese elitista aventada pelo economista Armínio Fraga, defendida em palestra realizada nos Estados Unidos, sobre a necessidade de congelamento do salário mínimo como mecanismo de controle fiscal do país.
Além do economista, o jornal O Globo fez coro à necessidade de penalizar os trabalhadores com o congelamento de seus vencimentos em editorial publicado no último domingo (11).
Na avaliação do senador Humberto Costa, a fórmula apresentada como novidade por Armínio Fraga de congelamento do salário mínimo atrelado ao corte de investimentos sociais já foi testada e reprovada justamente pelos “enormes danos” causados ao país e à população.
“Esse projeto foi rejeitado nas urnas. E nós não vamos adotá-lo porque ele é excludente, segregador e massacrante”, afirmou o presidente do PT.
O senador Paulo Paim (PT-RS) também rejeitou a ideia e classificou a sugestão de congelamento do salário mínimo como “equívoco”. Além disso, o senador reforçou a importância do instrumento para o fortalecimento do mercado interno, para a distribuição de renda e a redução das desigualdades.
“Garantir sua valorização real é trilhar o caminho da justiça social e do desenvolvimento. Diretamente e indiretamente, ele atinge cerca de 80 milhões de pessoas. Há um aumento de consumo que cria um círculo virtuoso. Todos ganham: mais dinheiro no bolso dos trabalhadores, comércio vendendo mais e gerando emprego, municípios arrecadando mais”, disse Paim.
No entendimento de Humberto Costa, o caminho correto para a discussão seria a ampliação do debate sobre as políticas de desoneração que acabam por beneficiar grupos específicos da sociedade.
No segundo semestre do ano passado, o presidente Lula sancionou a Lei 14.973 que prevê a reoneração gradual da folha de pagamentos para 17 setores da economia. Mas, após discussões com o Congresso Nacional, a política de desonerações permanece integralmente em 2024.
“Discutir os polpudos subsídios e as expressivas desonerações aos grandes grupos, o andar de cima não quer. Mas, fazer ajuste nas costas dos mais pobres para que o povo pague a conta, disso ele não desiste. Não aceitamos esse tipo de proposta velha, anacrônica, ultrapassada, que já se mostrou sobejamente falida onde quer que seja aplicada”, criticou Humberto.
Além disso, o senador defendeu a política econômica implementada pelo governo Lula e a responsabilidade fiscal demonstrada com a adoção de diversas medidas que promoveram a melhoria das contas públicas aliada a melhora da qualidade de vida dos cidadãos.
“O nosso governo tem trabalhado com profunda responsabilidade fiscal, mas sem abandonar a responsabilidade social. E isso tem dado expressivos resultados, como uma redução histórica da pobreza e um recorde no aumento de renda do trabalho, o que significa melhoria de vida para a população, especialmente a mais pobre”, destacou Humberto.
Com informações do PT Org
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