Ministra diz que demissões em partidos da base refletem reorganização após derrota em votação no Congresso
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que as recentes exonerações de indicados do PP, MDB e PSD fazem parte de uma reestruturação na base de apoio do governo. Em entrevista à CNN Brasil, a dirigente petista explicou que a medida provisória que previa alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) serviu como divisor de águas para definir a permanência de aliados no Executivo.
Segundo Gleisi, a retirada de pauta dessa MP foi determinante para identificar quem realmente apoia o governo. “Nós estamos reorganizando a base a partir de uma votação que era importante para o país e para o governo federal. Quem votou contra sabia disso, então não tem por que ficar no governo”, afirmou à emissora.
Reestruturação em andamento
A ministra antecipou que as mudanças não estão concluídas e devem atingir outros partidos de centro. Desde a semana passada, pelo menos seis indicados perderam cargos em órgãos federais. “Nós vamos tirar os indicados pelos deputados federais que votaram contra para reorganizar a base aliada”, destacou.
Apesar do tom firme, Gleisi ressaltou que o Palácio do Planalto não pretende fechar as portas para o diálogo com partidos que hoje se colocam em posição mais independente. “Não vamos deixar de conversar com quem quer que seja, mas se quiserem continuar no governo, daqui pra frente, têm de votar com o governo”, completou.
Pressão sobre partidos aliados
O Planalto identificou movimentações do PP, PSD e União Brasil na articulação que resultou na retirada da proposta sobre o IOF. Também foram registradas dissidências no MDB e até no PSB, legenda historicamente próxima ao PT. A avaliação do governo é de que houve uma quebra de confiança que exigiu resposta imediata.
Enquanto isso, a equipe econômica busca alternativas para compensar a perda de R$ 17 bilhões na arrecadação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estuda elevar a taxação sobre apostas online e reduzir a previsão de pagamento de emendas parlamentares como forma de equilibrar o orçamento.
Com informações do brasil247
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