Nesta etapa, os investigadores cumprem 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados como Daniel Vorcaro
A segunda fase da Operação Compliance Zero, que cumpriu novas buscas contra o banqueiro Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira (14/1), também teve como alvo o empresário Nelson Tanure, conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras.
Nesta etapa, os investigadores cumprem 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em São Paulo, na Avenida Faria Lima, além da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões.
O Ministério Público Federal de São Paulo denunciou Tanure, no fim do ano passado, por suspeita de uso de informações privilegiadas em negociações com ações da construtora Gafisa, da qual é acionista.
Em nota, a defesa de Vorcaro “informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência. A defesa não teve ainda acesso aos autos”.Play Video
“O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”.
Embargos de declaração
A nova fase da Compliance Zero ocorre em meio a um movimento paralelo no âmbito institucional. Na noite de segunda-feira (12/1), o Banco Central retirou os embargos de declaração apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU), que questionavam a decisão do relator, ministro Jhonatan de Jesus, de determinar uma inspeção no órgão regulador sobre procedimentos relacionados ao Banco Master.
A retirada do recurso foi formalizada após reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. Com isso, o recurso deixou de ser analisado pelo plenário do tribunal, previsto para o próximo dia 21.
Segundo o presidente do TCU, a Corte não pretende interferir na decisão do Banco Central sobre a liquidação do Banco Master, mas quer ter acesso à documentação para verificar a regularidade do processo. O Banco Central, de acordo com Rêgo, concordou em fornecer as informações solicitadas.
A desistência dos embargos foi registrada oficialmente na manhã dessa terça-feira (13/1) pela AudBancos, área técnica do TCU responsável pela fiscalização de processos ligados ao sistema financeiro.
Com informações do Metrópoles
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